- A Polícia Metropolitana prendeu um homem de 45 anos suspeito de tentativa de homicídio após esfaquear duas pessoas judias em Golders Green, no norte de Londres, na quarta-feira (29/4).
- As vítimas foram Shilome Rand, 34 anos, e Moshe Shine, 76 anos; ambas atingidas no local e em estado estável no hospital.
- O revisor independente Jonathan Hall afirmou que os ataques contra judeus no Reino Unido se tornaram a maior emergência de segurança nacional desde 2017, com vários incidentes recentes.
- O primeiro-ministro Keir Starmer classificou o episódio como ataque antissemita e disse que ataques à comunidade judaica são ataques à Grã-Bretanha.
- O caso se soma a uma série de ataques a sinagogas e locais judaicos na região, sugerindo aumento da ameaça antissemitista no país.
O Reino Unido investigou uma série de ataques contra a comunidade judaica após um esfaqueamento ocorrido no norte de Londres, em Golders Green, na quarta-feira, 29 de abril. Um homem de 45 anos foi preso sob suspeita de tentativa de homicídio.
A polícia informou que duas vítimas judias, um homem de 76 anos e outro de 34, foram feridas e recebidas em hospital estáveis. O suspeito foi contido com uso de taser; não houve ferimentos entre os agentes.
A operação policial mobilizou equipes em Golders Green e endereços no sudeste de Londres. A vítima jovem relatou ter visto o suspeito empunhando uma arma antes de a intervenção policial ocorrer.
Contexto de segurança
Jonathan Hall, revisor independente para terrorismo, afirmou que ataques contra judeus no país atingiram o nível mais alto de alerta desde 2017. O episódio ocorrera em contexto de pressão pública por ações do governo contra o antissemitismo.
O ataque gerou reação de autoridades e líderes comunitários, com apelos a ações concretas para enfrentar as causas do antissemitismo. O premiê Keir Starmer reconheceu a gravidade dos fatos e agradeceu aos grupos de apoio e à polícia pela rápida resposta.
O governador da cidade, o prefeito e o líder de partidos discutiram medidas de segurança adicionais para proteger comunidades judaicas, incluindo reforços em patrulhamento e financiamento a programas de proteção. Autores de ataques anteriores também foram objeto de investigações.
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