- A ativista iraniana Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz de 2023, sofreu enfarte na Prisão Central de Zanjan e não recebeu tratamento adequado.
- Ela emagreceu 20 kg; a Fundação Narges informou que houve crise cardíaca grave na sexta-feira, 24, com dor torácica e perda de consciência.
- A defesa pediu ao Ministério Público de Teerã a suspensão condicional da pena por um mês para permitir tratamento médico cardíaco especializado.
- Médicos indicaram que não é possível tratar em Zanjan; hospitais locais não teriam estrutura para o procedimento e cuidados pós-operatórios; Mohammadi já passou por três angioplastias.
- O estado de saúde é descrito como crítico, com pressão arterial elevada e resistência à medicação; advogadas e familiares denunciam negligência médica e violação de dignidade humana.
Narges Mohammadi, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2023, sofreu um enfarte na prisão central de Zanjan, no noroeste do Irã. A Fundação Narges informou que a ativista emagreceu 20 kg e não recebeu tratamento adequado desde o incidente.
A defesa pediu ao Ministério Público de Teerã a suspensão condicional da pena por um mês para permitir cuidados médicos cardíacos especializados. O objetivo é viabilizar exames e tratamento fora do presídio.
Segundo a família, dois cardiologistas indicaram que Zanjan não tem estrutura suficiente para o procedimento. A ativista já passou por três angioplastias e enfrenta riscos elevados.
O ataque ocorreu na última sexta-feira, 24. A equipe médica avaliou a situação na terça-feira, 28, classificando o estado de saúde como crítico. A pressão arterial permanece elevada e a medicação não surte efeito.
A Fundação Narges informou que, até avaliação médica especializada, não há possibilidade de novos fármacos ou procedimentos. A filha da ativista, Kiana Rahmani, citou mais de 138 dias de negligência médica.
A família descreveu a situação como uma ameaça à vida. O irmão, Hamidreza Mohammadi, disse que a ligação da prisão traz mais fraqueza e dor torácica. A ativista tem histórico de defesa de direitos das mulheres no Irã.
Narges Mohammadi foi presa em dezembro de 2025 após críticas ao governo e condenada, em fevereiro, a sete anos e seis meses de prisão. Ao longo da carreira, ela já passou mais de uma década atrás das grades.
Situação de saúde e chamada por ajuda
A fundação afirma que a ativista recebe acompanhamento de médicos e especialistas, mas permanece sem autorização para novos tratamentos. O caso gera preocupação sobre condições de saúde de prisioneiros de consciência no Irã.
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