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Vencedora iraniana do Nobel da Paz sem tratamento após enfarte na prisão

Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz, sofre enfarte na prisão e não recebe tratamento adequado, com piora grave de sua condição cardíaca

Um espaço vazio para indicar ausêncua da vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Narges Mohammadi, na cerimônia de premiação 10 de dezembro de 2023 NTB/Javad Parsa via REUTERS
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  • A ativista iraniana Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz de 2023, sofreu enfarte na Prisão Central de Zanjan e não recebeu tratamento adequado.
  • Ela emagreceu 20 kg; a Fundação Narges informou que houve crise cardíaca grave na sexta-feira, 24, com dor torácica e perda de consciência.
  • A defesa pediu ao Ministério Público de Teerã a suspensão condicional da pena por um mês para permitir tratamento médico cardíaco especializado.
  • Médicos indicaram que não é possível tratar em Zanjan; hospitais locais não teriam estrutura para o procedimento e cuidados pós-operatórios; Mohammadi já passou por três angioplastias.
  • O estado de saúde é descrito como crítico, com pressão arterial elevada e resistência à medicação; advogadas e familiares denunciam negligência médica e violação de dignidade humana.

Narges Mohammadi, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2023, sofreu um enfarte na prisão central de Zanjan, no noroeste do Irã. A Fundação Narges informou que a ativista emagreceu 20 kg e não recebeu tratamento adequado desde o incidente.

A defesa pediu ao Ministério Público de Teerã a suspensão condicional da pena por um mês para permitir cuidados médicos cardíacos especializados. O objetivo é viabilizar exames e tratamento fora do presídio.

Segundo a família, dois cardiologistas indicaram que Zanjan não tem estrutura suficiente para o procedimento. A ativista já passou por três angioplastias e enfrenta riscos elevados.

O ataque ocorreu na última sexta-feira, 24. A equipe médica avaliou a situação na terça-feira, 28, classificando o estado de saúde como crítico. A pressão arterial permanece elevada e a medicação não surte efeito.

A Fundação Narges informou que, até avaliação médica especializada, não há possibilidade de novos fármacos ou procedimentos. A filha da ativista, Kiana Rahmani, citou mais de 138 dias de negligência médica.

A família descreveu a situação como uma ameaça à vida. O irmão, Hamidreza Mohammadi, disse que a ligação da prisão traz mais fraqueza e dor torácica. A ativista tem histórico de defesa de direitos das mulheres no Irã.

Narges Mohammadi foi presa em dezembro de 2025 após críticas ao governo e condenada, em fevereiro, a sete anos e seis meses de prisão. Ao longo da carreira, ela já passou mais de uma década atrás das grades.

Situação de saúde e chamada por ajuda

A fundação afirma que a ativista recebe acompanhamento de médicos e especialistas, mas permanece sem autorização para novos tratamentos. O caso gera preocupação sobre condições de saúde de prisioneiros de consciência no Irã.

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