- Embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, disse que o acordo Mercosul–União Europeia ajudará a integração do bloco e a conectá-lo a cadeias de valor globais; o tratado passa a valer provisoriamente a partir de 1º de maio de 2026 e reduz tarifas entre os dois lados.
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- O acordo foi desenhado com abertura assimétrica: Mercosul terá acesso mais rápido ao mercado europeu, enquanto as tarifas para bens europeus no Mercosul reduzem-se gradualmente.
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- Schuegraf destacou o papel do Itamaraty e disse que Lula da Silva e o presidente argentino Milei foram importantes nas negociações; a assinatura ocorreu em Assunção, no Paraguai, em 17 de janeiro, e Lula não compareceu à cerimônia.
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- O texto inclui compromissos ambientais alinhados ao Acordo de Paris, com instrumentos do capítulo de Comércio e Desenvolvimento Sustentável e mecanismos de resolução de controvérsias.
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- No tema agrícola da União Europeia, França, Polônia, Áustria, Irlanda e Hungria votaram contra; há expectativa de benefícios para o setor agrícola europeu a longo prazo e de liderança brasileira em agricultura sustentável.
O acordo entre a União Europeia e o Mercosul passa a valer provisoriamente a partir desta sexta-feira, 1º de maio de 2026. A embaixadora da UE no Brasil, Marian Schuegraf, afirma que o tratado deve favorecer a integração do bloco sul-americano e estimular cadeias de valor globais.
A dirigente destacou que a consolidação do acordo tornará o Mercosul mais atrativo para investidores internacionais. Segundo ela, o Brasil pode migrar de uma economia fortemente orientada a commodities para bens manufaturados e inovação.
O acordo prevê abertura de mercado com uma assimetria: Mercosul recebe acesso mais rápido ao mercado europeu, enquanto as tarifas para produtos europeus caem gradualmente no Mercosul. A relação com o Itamaraty foi cited como decisiva para a aprovação.
Schuegraf ressaltou o papel do Ministério das Relações Exteriores na negociação e disse que Lula e Milei contribuíram com liderança política para avançar o acordo. A assinatura formal ocorreu em Assunção, no Paraguai, em janeiro.
A diplomata observou ainda a importância de encontros entre líderes europeus e sul-americanos para celebrar a assinatura, mantendo foco nos benefícios para os dois blocos, independentemente de quem estiver no poder.
Aspectos comerciais e implementação
No âmbito comercial, o Mercosul terá isenções rápidas para exportação de commodities, enquanto a União Europeia terá flexibilidade gradual na redução de tarifas para bens europeus. A abertura é direcionada para estimular industrialização regional.
A adesão ambiental também é central. O acordo traz compromissos alinhados ao Acordo de Paris, incluindo instrumentos do capítulo de Comércio e Desenvolvimento Sustentável (TSD) com mecanismos de resolução de controvérsias.
Schuegraf afirmou que a sustentabilidade pode posicionar as partes como líderes em agricultura responsável. A representante europeia citou que o Brasil já atua em direção a práticas mais sustentáveis no setor.
Historicamente, o interesse da UE por um acordo com o Mercosul remonta a 1994, como contrapeso a propostas de livre comércio na região. As negociações começaram oficialmente em 1999, com aprovação recente do texto pela UE.
O texto europeu foi aprovado pelo Parlamento Europeu em 9 de janeiro deste ano, seguido da assinatura em 17 de janeiro e da ratificação pelo Senado brasileiro em 4 de março. A embaixadora afirmou que o acordo traz ganhos para as duas partes.
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