- Balé Shen Yun, ligado ao Falun Gong, faz turnê no Brasil com apresentações em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.
- A companhia é acusada de atuar como uma seita e de se posicionar de forma crítica ao governo chinês.
- Ex-integrantes denunciam abuso emocional, jornadas de até 15 a 16 horas e confisco de passaportes, além de relatos de lesões não tratadas.
- Denúncias nos Estados Unidos, em novembro de 2024, apontam remuneração baixa e possibilidade de recrutamento de menores, com controle rígido sobre os artistas.
- Ingressos no Brasil variam entre R$ 287 e R$ 1.095, e as apresentações ocorrem em cidades como São Paulo, Porto Alegre e outras.
O balé Shen Yun, companhia de origem chinesa, desembarca no Brasil para apresentações em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. A tournée ocorre em datas próximas, com ingressos já à venda, e o grupo afirma promover uma celebração do patrimônio cultural da China e a preservação de uma civilização milenar. A divulgação oficial destaca o caráter artístico da companhia.
Autointitulada como promotora da tradição chinesa, a Shen Yun é associada a críticas ao governo da China e ao Partido Comunista. A relação com o Falun Gong, prática espiritual antiga, é apontada por parte da imprensa como base de ligação histórica entre o grupo e a organização que enfrenta repressões no país de origem.
Ex-integrantes da companhia passaram a denunciar supostos abusos emocionais e psicológicos por instrutores, além de denúncias de jornadas exaustivas e suposto trabalho forçado. A ação envolve ex-dançarinos que afirmam ter tido passaportes confiscados e controle rígido sobre contatos familiares.
Denúncias nos Estados Unidos
Em novembro de 2024, quatro ex-integrantes ajuizaram ação judicial nos EUA contra a Shen Yun Performing Arts e instituições associadas, entre elas academias ligadas ao grupo. Segundo a denúncia, há violação de leis trabalhistas, exploração de menores e restrições extremas de mobilidade.
De acordo com os relatos, artistas recebiam baixos salários ou nenhum pagamento durante as primeiras turnês, com horários de ensaio que chegavam a 15 a 16 horas diárias. A ação também aponta que documentos foram apreendidos e que a prática também envolve recrutamento internacional de jovens.
Os relatos citam casos de finger de lesões não tratados, pressão para não buscar atendimento médico e uma rotina de controle de passagem de tempo de atuação, com monitoramento de contatos familiares. As informações foram veiculadas por veículos norte-americanos e confirmadas por documentos da defesa.
Sobre as apresentações no Brasil
No Brasil, os ingressos para as apresentações em São Paulo estavam entre R$ 287 e R$ 1.095, conforme a bilheteria local. Porto Alegre também receberá apresentações do Shen Yun, segundo informações divulgadas pela organização.
Apesar das críticas, o Shen Yun mantém a programação internacional e a divulgação de um repertório que mistura cenas históricas e batalhas, com foco na estética da dança clássica chinesa. A agenda brasileira segue com novas datas a serem anunciadas pela equipe de imprensa.
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