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Brasil e 11 países condenam ação de Israel contra flotilha

Declaração conjunta de Brasil e onze países condena ataque a flotilha Global Sumud e cobra libertação imediata de ativistas detidos em águas internacionais

Manifestantes protestaram na 5ª feira (30.abr.2026) em frente ao Ministério das Relações Exteriores da Grécia, em Atenas, exigindo a libertação dos ativistas detidos por Israel
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  • Brasil e mais 11 países assinaram uma declaração conjunta condenando o ataque israelense à flotilha Global Sumud, ocorrido em 29 de abril de 2026.
  • A declaração afirma que forças de Israel interceptaram 22 barcos que levavam ajuda humanitária à faixa de Gaza, com ao menos 175 ativistas detidos.
  • Entre os detidos estão quatro brasileiros: Thiago Ávila, Mandi Coelho, Leandro Lanfredi e Thainara Rogério.
  • Além do Brasil, assinam a nota Turquia, Jordânia, Mauritânia, Paquistão, Espanha, Malásia, Bangladesh, Colômbia, Maldivas, África do Sul e Líbia.
  • O texto pede libertação imediata dos ativistas, classificando as detenções como violações do direito internacional; os EUA também condenaram a medida e apoiaram Israel.

O Brasil e mais 11 países emitiram na quinta-feira uma declaração conjunta condenando o ataque israelense à flotilha Global Sumud, realizada na quarta-feira, 29 de abril de 2026. O grupo afirma que a ação foi ilegal e pede a libertação dos ativistas detidos pelas forças de Israel.

Segundo a declaração, as forças israelenses interceptaram 22 embarcações que levavam ajuda humanitária à faixa de Gaza. A Marinha de Israel informou que pelo menos 175 ativistas de diversas nacionalidades foram detidos, incluindo quatro brasileiros.

Entre os brasileiros detidos estão Thiago Ávila, ativista socioambiental; Mandi Coelho, militante do PSTU e pré-candidata a deputada; Leandro Lanfredi, petroleiro da Transpetro e dirigente sindical; e Thainara Rogério, ativista com dupla cidadania espanhola.

Além do Brasil, assinam a declaração conjunta Turquia, Jordânia, Mauritânia, Paquistão, Espanha, Malásia, Bangladesh, Colômbia, Maldivas, África do Sul e Líbia. O texto aponta violações do direito internacional e do direito humanitário em águas internacionais.

A nota afirma que os ataques e a detenção ilegal preocupam a segurança dos civis envolvidos e pedem medidas para a libertação imediata dos ativistas, com atuação das autoridades israelenses para assegurar a liberação.

Navios interceptados

As embarcações da flotilha Global Sumud haviam partido de Catania, na Itália, no dia 26 de abril. O Ministério das Relações Exteriores de Israel reagiu, descrevendo os ativistas como provocadores e afirmando que as forças agiram conforme a lei.

Uma mensagem oficial de Israel afirmou que o país agiu de forma rápida, pacífica e em conformidade com o direito internacional para garantir a segurança de todos a bordo, mantendo o compromisso de agir novamente se for necessário.

O porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos expressou apoio a Israel, condenando a iniciativa e dizendo que os EUA esperam que aliados tomem medidas contra a flotilha, inclusive para impedir acesso a portos, atracação e reabastecimento.

A situação segue em atualização, com monitoramento de autoridades internacionais sobre o desfecho dos detidos e das condições de liberação dos passageiros.

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