- O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia entra em vigor de forma provisória nesta sexta-feira, 1º de maio.
- O tratado abrange cerca de 700 milhões de consumidores e prevê a eliminação progressiva das tarifas sobre mais de 91% dos produtos europeus exportados ao Mercosul.
- Segundo a Confederação Nacional da Indústria, mais de 80% das exportações brasileiras para a Europa passam a contar com tarifa zero neste início; são 2.932 produtos incluídos, dos quais 93% são bens industriais.
- Produtos manufaturados devem ter menos custos, facilitando as exportações; o agronegócio pode ganhar mercados e previsibilidade nas regras; há redução de burocracia e uso de sistemas digitais.
- Para consumidores, a expectativa é de redução de preços de alguns itens devido a tarifas menores e custos logísticos mais baixos, embora o efeito dependa de câmbio, custos de produção e margens de lucro.
O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia entrou em vigor de forma provisória nesta sexta-feira, 1º de maio, após mais de 25 anos de negociações. O marco amplia o relacionamento comercial entre Brasil e mercado europeu, com aplicação inicial de tarifas zeradas para grande parte das importações europeias ao bloco.
O tratado abrange cerca de 700 milhões de consumidores. A previsão é eliminar progressivamente as tarifas sobre mais de 91% dos produtos europeus exportados ao Mercosul. Estima-se que, no Brasil, mais de 80% das exportações para a Europa passem a ter tarifa zero já no início da implementação. Ao todo, 2.932 itens entram nessa categoria, sendo 93% bens industriais.
A operação favorece manufaturados, que devem inscrever menor custo logístico e de importação. No agronegócio, a expectativa é ampliar mercados e dar maior previsibilidade às regras comerciais. Além disso, a simplificação de processos tende a reduzir burocracia e acelerar liberações de mercadorias.
Impactos setoriais
Com menos tarifas, empresas brasileiras podem enfrentar menos barreiras, o que pode ampliar a participação de produtos nacionais no mercado europeu. Por outro lado, a maior concorrência externa aumenta a pressão sobre indústrias menos competitivas e pequenos produtores.
A relação comercial passa a contar com menos custos administrativos, com uso de sistemas digitais e maior previsibilidade nas regras. A expectativa é de ganho de eficiência para exportadores e maior integração da cadeia produtiva entre os blocos.
Efeitos para consumidores
Espera-se queda de preços de alguns itens, como alimentos, vestuário e bens industriais, devido à redução de tarifas e custos logísticos. O efeito, porém, não é automático, pois variáveis como câmbio, custos de produção e margens de lucro influenciam o valor final.
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