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Crise no Irã e custo elevado atrasam ajuda a refugiados, diz ONU

A Acnur alerta: crise no Irã eleva custos de envio de ajuda aos refugiados, com remessas para Sudão atrasadas em até 25 dias e custos duplicando

Foto divulgada pelo Conselho Norueguês para Refugiados (NRC) mostra mulheres e crianças deslocadas de El Fasher para um campo de refúgio em Tawila, no Sudão — Foto: NRC via AP
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  • A crise no Irã e o aumento dos custos de transporte atrapalham a entrega de ajuda humanitária a refugiados, segundo a ONU, com maior impacto em países africanos.
  • Segundo a Acnur, o envio de remessas ao Sudão mais do que dobrou de custo, dificultando o atendimento de áreas afetadas pela crise.
  • Fatores citados: insegurança nas rotas marítimas do Golfo (incluindo o Estreito de Ormuz), congestionamento de portos, elevação dos preços dos combustíveis e prêmios de seguro mais altos.
  • Navios que saíam de Dubai pelo Estreito de Ormuz estão sendo substituídos por embarcações vindas da Europa via Cabo da Boa Esperança, aumentando o tempo de entrega em até 25 dias.
  • Os custos de transporte para levar itens de ajuda de Dubai ao Sudão e ao Chade passaram de US$ 927.000 para US$ 1,87 milhão.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) alertou nesta sexta-feira sobre o impacto da crise na região e da guerra no Irã na entrega de ajuda humanitária ao Sudão e ao Chade. Segundo a agência, o custo de envio de itens de assistência mais que dobrou.

Acnur aponta que a insegurança ao redor das rotas marítimas do Golfo, o congestionamento em portos, o aumento do preço dos combustíveis e prêmios de seguro mais altos elevam os custos. A situação dificulta a chegada de mantimentos aos refugiados.

A porta-voz Carlotta Wolf, em Genebra, afirmou que navios que passavam pelo Estreito de Ormuz estão sendo substituídos por rotas via Cabo da Boa Esperança, o que aumenta o tempo de entrega em até 25 dias.

Os custos de transporte de Dubai para Sudão e para o Chade subiram de US$ 927 mil para US$ 1,87 milhão, conforme a Acnur. A agência frisa que a crise é considerada a maior crise humanitária do mundo pela Organização das Nações Unidas.

O Sudão recebe remessas de ajuda que incluem mantimentos, abrigo e itens de sobrevivência. A ampliação do tempo de entrega agrava a vulnerabilidade de populações deslocadas no país e na região.

Foto: Organização norueguesa de refugiados (NRC) mostra deslocados de El Fasher para campo em Tawila, Sudão.

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