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Crise no Irã eleva custos da cadeia de suprimentos e afeta ajuda a refugiados

Crise no Irã aumenta custos de envio de ajuda ao Sudão, gerando atrasos; rotas pelo Cabo da Boa Esperança elevam o tempo de entrega em até 25 dias

Refugiados sudaneses de Darfur caminham em meio a uma tempestade de areia no campo de refugiados de Touloum, na província de Wadi Fira, leste do Chade - 30/11/2025 (Foto: REUTERS/Amr Abdallah Dalsh)
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  • A crise no Irã elevou os custos de envio de ajuda ao Sudão, a maior crise de deslocamento do mundo, segundo a Acnur.
  • Interrupção do transporte marítimo, maior risco nas rotas do Golfo e aumento de preços de combustível elevaram os custos e atrasaram entregas, principalmente na África.
  • Navios que antes passavam por Dubai no Estreito de Ormuz estão substituídos por rotas via Cabo da Boa Esperança, aumentando o tempo de entrega em até 25 dias.
  • As pessoas em extrema necessidade recebem itens com atraso, devido aos atrasos e custos mais altos.
  • Os custos de transporte de Dubai para o Sudão e para o Chade quase dobraram, de US$ 927 mil para US$ 1,87 milhão.

O custo do envio de ajuda ao Sudão — a maior crise de deslocamento do mundo — dobrou devido à guerra no Irã, segundo a ACNUR. A interrupção do transporte marítimo eleva preços, atrasa entregas e dificulta a assistência humanitária.

Aumento da insegurança em rotas-chave do Golfo, incluindo o Estreito de Ormuz, além de congestionamentos portuários, subiu o preço dos combustíveis e os prêmios de seguro. Isso impacta especialmente a África, informou a ACNUR em Genebra.

Navios que antes passavam por Dubai e pelo Estreito de Ormuz estão sendo substituídos por rotas pela África do Sul e Cabo da Boa Esperança, o que acrescenta até 25 dias ao tempo de entrega, segundo a porta-voz Carlotta Wolf.

Os custos de transporte para remessas do Dubai ao Sudão e ao vizinho Chade nearly dobraram, passando de US$ 927 mil para US$ 1,87 milhão, conforme dados da ACNUR. A organização destaca que pessoas em extrema necessidade recebem itens com atraso.

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