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Emirados Árabes não confiam no Irã sobre Ormuz; avanços de paz estagnam

Autoridade dos Emirados Árabes Unidos afirma que não se pode confiar em acordo unilateral com o Irã sobre o Estreito de Ormuz, em meio a impasse nas negociações de paz

Navios de carga no Golfo, perto do Estreito de Ormuz, vistos do norte de Ras al-Khaimah, próximo à fronteira com a região administrativa de Musandam, em Omã, em meio ao conflito entre os EUA e Israel com o Irã, nos Emirados Árabes Unidos, 11 de março de 2026. REUTERS/Stringer/Foto de Arquivo/Foto de Arquivo
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  • Uma autoridade sênior dos Emirados Árabes Unidos disse que não se pode confiar em acordo unilateral com o Irã sobre o Estreito de Ormuz, diante do impasse nas negociações de paz.
  • Dois meses após o início do conflito, o canal permanece quase fechado por bloqueio iraniano, com a Marinha dos Estados Unidos monitorando as exportações de petróleo iraniano.
  • Um cessar-fogo está em vigor desde 8 de abril; houve preocupação com planos de novos ataques que elevaram os preços globais do petróleo.
  • O Irã afirmou estar em defesa e sinalizou resposta ampla caso seja atacado, com possibilidade de ataque curto e intenso dos Estados Unidos seguido de resposta de Israel, segundo fontes.
  • Washington e o Paquistão atuam como mediadores; o assessor presidencial dos Emirados destacou a importância da vontade internacional e do direito internacional para a liberdade de navegação pelo estreito.

O Estreito de Ormuz continua praticamente fechado dois meses após o início do conflito na região, em meio a um bloqueio que envolve o Irã e a atuação da Marinha dos EUA para impedir exportações de petróleo iraniano. Na prática, o canal vital para o petróleo da região permanece restrito.

Uma autoridade sênior dos Emirados Árabes Unidos afirmou que não é possível confiar em nenhum acordo unilateral do Irã para o estreito, destacando a desconfiança entre as partes envolvidas e a importância da cooperação internacional para garantir a liberdade de navegação. A fala ocorreu em Washington, no contexto de tentativas de negociações de paz.

O cessar-fogo está vigente desde 8 de abril, mas as perspectivas de negociação se mantêm frágeis. O governo dos EUA não confirmou planos de novas ações militares, enquanto Paquistão atua como mediador sem estabelecer data para novas conversas sobre o fim do conflito que já deixou milhares de mortos.

No terreno, após ataques de 28 de fevereiro, o Irã anunciou defesas aéreas e indicou possível retaliação caso seja alvo de ofensivas. Fontes iranianas declararam à Reuters que uma resposta ampla seria preparada, com risco de escalada envolvendo bases, infraestrutura e atores regionais.

Entre os componentes do conflito, o grupo Hezbollah, alinhado ao Irã, teria realizado disparos contra Israel, que respondeu com ações no Líbano. Países do Golfo expressaram preocupação com a estabilidade da região e reiteraram a necessidade de observar a lei internacional para manter a navegação segura pelo estreito.

Contexto regional e perspectivas

Anwar Gargash, assessor presidencial dos Emirados Árabes Unidos, ressaltou a importância da vontade coletiva internacional para garantir a liberdade de navegação no estreito e afirmou que não se pode confiar em acordos unilaterais do Irã. A posição reflete o ceticismo de vizinhos do golfo frente a promessas de Teerã.

Donald Trump enfrenta um prazo formal para encerrar a guerra ou levar o caso ao Congresso, conforme a Resolução de Poderes de Guerra de 1973. Embora o prazo tenha sido aberto, autoridades sinalizam que não houve mudança significativa no curso das hostilidades após o cessar-fogo.

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