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Equipamentos dos EUA vão para aliados do Irã após fim de agência humanitária

Equipamentos financiados pelos EUA passam a mãos de aliados do Irã após o fim da USAID, evidenciando risco gerado por cortes abruptos

Fatal de comunicação após a suspensão pode ter apoiado grupos terroristas
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  • Houthis, apoiados pelo Irã no Iêmen, apreenderam suprimentos financiados pelos EUA, incluindo veículos, após o fim da ajuda humanitária e o desmantelamento da USAID pelo governo Trump.
  • Em 2025, foram apreendidos mais de US$ 122 mil em equipamentos; ex-funcionários dizem que cortes rápidos de financiamento facilitaram o repasse a adversários.
  • Ex-funcionários afirmam que a ausência de planos de disposição acionados rapidamente deixou ativos dos EUA sem destinação adequada, aumentando o risco de apropriação pelos Houthis.
  • Parceiros humanitários não tinham orientação clara nem contatos atuantes após o encerramento repentino dos contratos, dificultando a gestão dos bens.
  • O relatório do Office of Inspector General (OIG) da USAID aponta que o desmantelamento da agência complicou o rastreamento de ajuda e de ativos, e o inspetor-geral foi demitido um dia após a divulgação do documento.

Os Houthis, apoiados pelo Irã no Iêmen, apreenderam suprimentos e equipamentos financiados pelos EUA, incluindo veículos, após o governo Trump suspender e desmantelar a USAID em 2025. A ação ocorreu no contexto de mudanças abruptas na assistência humanitária.

Ex-funcionários dos EUA afirmam que a apreensão de mais de US$ 122 mil em equipamentos ocorreu em 2025, resultado da rapidez dos cortes de financiamento e do encerramento da atuação da USAID. Eles dizem que avisos sobre riscos não chegaram à liderança.

Os planos de disposição, usados para gerenciar ativos após cortes, não foram, em geral, implementados neste caso, deixando parceiros sem orientação. O fim da ajuda afetou operações no norte do Iêmen, em áreas sob controle dos Houthis.

A USAID era historicamente o principal financiador da ajuda no Iêmen, onde milhões dependem de assistência. Relatos indicam que a ausência de comunicação dificultou o descarte responsável dos itens e a cooperação com organizações locais.

O relatório do Office of Inspector General (OIG) da USAID, de fevereiro, já alertava sobre dificuldades de rastreamento e o risco de apoio indevido a grupos hostis. Funcionários citam falhas de coordenação e respostas lentas de Washington.

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