- A Agência Brasileira de Inteligência, em parceria com a Organização Internacional para as Migrações, divulgou estudo inédito que aponta o Brasil como origem, rota de passagem e destino de migrantes ilegais.
- O levantamento aponta fluxos de cubanos entrando pelo Norte e de brasileiros tentando chegar aos Estados Unidos.
- O Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, seria a principal porta de entrada, concentrando quase metade dos movimentos migratórios.
- Regiões periféricas recebem refugiados temporariamente e podem servir de base para novas rotas ilegais.
- Migrações enfrentam condições precárias, violência e exploração; muitos não se veem como vítimas, o que dificulta ações de combate e acolhimento; o relatório busca visibilidade do crime e embasamento para políticas públicas.
O governo brasileiro divulgou um estudo inédito da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), em parceria com a Organização Internacional para as Migrações, sobre migração irregular e contrabando de migrantes. A pesquisa analisa como a prática ocorre, quem está envolvido e quais são as consequências para o país.
Segundo o levantamento, o Brasil é apresentado como origem, rota de passagem e destino final de migrantes ilegais, com foco em cubanos que ingressam pelo Norte e brasileiros que buscam chegar aos Estados Unidos. O documento aponta múltiplos acessos e dinâmicas do tráfico humano, incluindo redes de apoio aos deslocamentos.
O Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, é identificado como a principal porta de entrada, concentrando boa parte dos movimentos. A partir daí, migrantes passam a viver em regiões periféricas, que podem abrigar novas rotas e facilitar a continuidade do crime.
O estudo ressalta condições precárias vividas por migrantes, além de violência e exploração em diferentes etapas do trajeto. A Abin reforça que muitos não se reconhecem como vítimas, o que complica ações de combate e de acolhimento. A pesquisa visa ampliar a visibilidade do contrabando.
Principais dados do estudo
- O objetivo é subsidiar políticas públicas de enfrentamento ao contrabando de migrantes.
- O documento destaca desafios de coordenação entre fronteiras, entre órgãos de segurança e de proteção social.
- A pesquisa recomenda ações de monitoramento de rotas, fortalecimento de proteção a migrantes e cooperação internacional.
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