- O primeiro voo comercial direto de Miami para Caracas, operado pela American Airlines via Envoy Air, decolou na quinta-feira, 30, marcando a retomada após sete anos.
- As relações diplomáticas, rompidas em 2019, foram restabelecidas após o ataque contra Nicolás Maduro; a embaixada dos EUA em Caracas retomou atividades no fim de março e a Venezuela reassumiu o controle de sua representação em Washington.
- O governo dos EUA vem flexibilizando sanções contra a Venezuela; Caracas alterou leis de hidrocarbonetos e mineração para abrir espaço ao capital privado.
- A operação inicial prevê um voo diário em cada sentido entre Miami e Caracas; uma segunda frequência deve começar em 21 de maio, com a rota incluindo também voos para Maracaibo.
- O Departamento de Estado classifica a Venezuela como nível três para viagens, devido a riscos de criminalidade, sequestros, terrorismo e falhas nas infraestruturas de saúde, desaconselhando viagem de cidadãos americanos.
O governo dos Estados Unidos retomou os voos comerciais para a Venezuela após sete anos de interrupção. O primeiro voo direto foi a Miami para Caracas, na quinta-feira 30, operado pela American Airlines via Envoy Air.
A normalização ocorreu após o ataque a Nicolás Maduro em uma intervenção militar americana. A embaixada dos EUA em Caracas voltou a funcionar no fim de março, e a Venezuela reassumiu o controle de sua representação em Washington. Washington vem flexibilizando sanções gradualmente.
Contexto diplomático
A Envoy Air solicitou o retorno das conexões Miami-Caracas, com aprovação do governo norte-americano em março. A autorização prevê também voos para Maracaibo e tem duração de dois anos.
Operação e rotas
A American Airlines planeja usar Embraer 175, com um voo diário em cada sentido inicialmente. Um segundo voo diário deve começar em 21 de maio.
Detalhes adicionais
O serviço reforça laços com a diáspora venezuelana em Miami. A iniciativa ocorre em meio a um aviso de viagem do Departamento de Estado, que classifica a Venezuela como nível 3 devido a riscos de crime, sequestros e infraestrutura de saúde.
Fonte: AFP
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