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França: atos do 1º de Maio reúnem milhares e desafiam flexibilização do feriado

França registra cerca de 158 mil manifestantes no 1º de maio; governo recua na flexibilização do feriado, sindicatos pressionam por reajustes salariais

Pessoas participam de uma manifestação do Dia do Trabalhador em Paris, em 1º de maio de 2026.
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  • Cerca de 158 mil pessoas participaram de manifestações sindicais na França no Dia do Trabalho; Paris registrou 24 mil, e a CGT afirma que houve mais de 300 mil no país, com 100 mil na capital.
  • O ministro do Interior informou que os atos foram, em sua maioria, pacíficos; em Paris, 1,5 mil policiais foram mobilizados e o protesto transcorreu de forma geral tranquila.
  • Ao todo, foram registradas 15 prisões no país, sendo sete em Paris.
  • A flexibilização do feriado é vista pelos sindicatos como ataque simbólico; a desindustrialização reduziu a base de sindicalização, hoje em torno de 7% dos trabalhadores.
  • O governo tem enfrentado resistência; em abril, o ex-primeiro-ministro Gabriel Attal propôs abrir o comércio no feriado, mas recuou, limitando a permissão de trabalho a padeiros e floristas a partir de 2027 e sem multas neste ano; os sindicatos pedem reajuste salarial e indexação à inflação, em meio a 320 manifestações planejadas no país.

Na França, atos pelo Dia do Trabalho reuniram milhares de pessoas nesta sexta-feira (1º). Segundo o Ministério do Interior, cerca de 158 mil participaram de manifestações em todo o país. Em Paris, o corpo policial foi reforçado e o balanço aponta 24 mil manifestantes.

A central CGT estimou números bem superiores: mais de 300 mil presentes no país, com 100 mil na capital. O governo informou que 1,5 mil agentes foram mobilizados em Paris para assegurar a segurança. O Ministério classificou a maioria dos atos como pacíficos, com 15 prisões no total, sendo sete em Paris.

Em Paris, o protesto transcorreu de modo geral sem incidentes graves, segundo a Secretaria de Segurança Pública. O evento ocorre em meio a um declínio histórico da sindicalização no país, que hoje atinge cerca de 7% dos trabalhadores.

Contexto político e econômico

A flexibilização do feriado é vista pelos sindicatos como alvo simbólico de desidratação de direitos. A liderança da CGT mencionou, de forma indireta, que a prioridade é o reajuste salarial e não mudanças no Dia do Trabalho. A dirigente Sophie Binet também encaminhou ao governo pedidos de reajuste do salário mínimo e de indexação dos salários à inflação.

O debate recente refletiu pressão sobre direitos trabalhistas, incluindo a jornada de 35 horas e o descanso dominical. Em abril, o governo sinalizou abrir mão de ampliar o funcionamento comercial no feriado, limitando a permissão apenas para padeiros e floristas a partir de 2027, sem aplicar multas neste ano.

Ao todo, foram anunciadas 320 mobilizações para esta sexta-feira em todo o país, com atos vinculados a sindicatos de trabalhadores de diversos setores.

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