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Nobel da Paz iraniana é levada à UTI após piora na prisão

Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz, é internada em UTI no Irã após infarto na prisão; família acusa negligência e pede libertação e avaliação médica especializada

A iraniana Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz
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  • Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz, foi internada na UTI de um hospital em Zanjan, no Irã, após um infarto dentro da prisão.
  • Ela está detida desde dezembro de 2025 por críticas ao regime iraniano; a família afirma desmaios, dores no peito, vômitos e oscilações na pressão arterial.
  • A transferência para a UTI ocorreu após meses de suposta negligência da administração penitenciária, segundo a Fundação Narges Mohammadi.
  • Em abril de 2026, o Instituto Médico Legal de Zanjan recomendou suspensão da pena por um mês por motivos de saúde, decisão rejeitada pela Procuradoria de Teerã.
  • A fundação afirma que o quadro é grave, exige a libertação imediata da ativista, a transferência para cuidados em Teerã e a libertação de presos políticos.

Narges Mohammadi, vencedora do Nobel da Paz em 2023, foi internada em um hospital em Zanjan, Irã. Ela está presa desde dezembro de 2025, por críticas ao regime. O infarto ocorreu dentro da prisão, agravando problemas de saúde já registrados.

A Fundação Narges afirma que a transferência para a UTI ocorreu após meses de negligência da administração penitenciária. A entidade descreve a gravidade do quadro e a urgência na assistência médica.

Segundo a família, Mohammadi apresentou desmaios, dores no peito, vômitos e oscilações na pressão arterial. Ela perdeu a consciência, recebeu atendimento interno e voltou a desmaiar, levando a prisão a encaminhá-la ao hospital.

Perspectivas legais e pedidos da fundação

A fundação informou que, em abril de 2026, o Instituto Médico Legal de Zanjan recomendou suspensão da pena por um mês por motivos de saúde. A Procuradoria de Teerã rejeitou a medida.

A equipe jurídica da ativista também efetivou gestões para obter autorização de saída temporária devido ao estado de saúde, descrevendo a condição como crítica. A defesa aponta risco contínuo à vida.

A pressão arterial tem oscilações entre 150/100 e 170/110 e não respondeu à medicação, segundo a fundação. Mohammadi também teria perdido cerca de 20 kg, com dores torácicas recorrentes.

Mohammadi é conhecida pela defesa dos direitos humanos e pelo combate à opressão às mulheres no Irã. Ela foi condenada a mais de sete anos e meio de prisão em fevereiro deste ano, após 26 dias de confinamento solitário.

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