- Milhares participaram do 1º de Maio na Turquia, com Istambul totalmente bloqueada e Ancara com forte aparato policial.
- Em Istambul, o número de pessoas sob custódia policial chegou a cerca de 370 a 400, segundo a Associação de Advogados ÇHD, que acompanhou os protestos.
- A polícia disparou gás lacrimogêneo a partir de veículos antimotim no meio da multidão, com o objetivo de impedir o acesso à praça Taksim, símbolo histórico de contestação.
- Um dirigente sindical foi preso após denunciar o bloqueio da praça; imagens mostraram o presidente do Partido dos Trabalhadores da Turquia sendo atingido por spray de pimenta.
- O contexto envolve inflação elevada — oficial acima de trinta por cento, chegando a quarenta por cento em Istambul — e o slogan “Pão, Paz, Liberdade”, com dezenas de detenções preventivas já registradas antes das manifestações.
O 1º de Maio na Turquia terminou com alto número de detenções em Istambul, onde milhares de manifestantes tiveram participação. A polícia intensificou o cerco na cidade, com ações coordenadas em Istambul e Ancara, para conter as celebrações e impedir o acesso a espaços simbólicos.
Segundo a associação de advogados ÇHD, o uso de gás lacrimogêneo partiu de veículos antimotim no meio da multidão. Em Istambul, a contagem de pessoas sob custódia chegou a 370 no início da tarde, à medida que as forças de segurança buscavam bloquear a praça Taksim.
Um dirigente sindical foi preso após denunciar o bloqueio: Basaran Aksu afirmou que não se pode fechar a praça aos trabalhadores, destacando o uso histórico de Taksim para cerimônias oficiais. Imagens da HALK TV mostraram o líder de um partido de esquerda sendo atingido por spray de pimenta.
Contexto econômico
As mobilizações ocorreram sob inflação elevada, com reivindicações ligadas a pão, paz e liberdade. A inflação oficial supera 30%, com estimativas de 40% em Istambul, segundo a Câmara de Comércio. Mesas sindicais destacaram a repressão a opositores e à imprensa.
Antes das manifestações, dezenas de pessoas já haviam sido detidas preventivamente. Em Ancara, cerca de 100 mineiros de uma mina de carvão, em greve de fome de nove dias, juntaram-se ao cortejo com forte aparato policial.
Istambul permaneceu com bloqueios em bairros centrais desde a madrugada, com barreiras metálicas e limitações de metrô, ônibus e bonde. Um ato autorizado na margem asiática reuniu milhares, segundo a imprensa local.
As informações sobre os acontecimentos são fornecidas pela associação ÇHD e pela imprensa local, sem divulgação de contatos de terceiros. O objetivo é apresentar os fatos ocorridos na capital econômica e na capital do país.
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