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Rússia dispara recorde de drones contra a Ucrânia em abril, revela análise

Rússia dispara recorde de 6.583 drones contra Ucrânia em abril; ataques diurnos sobem e ampliam danos a civis e à economia

Ataques aéreos em Kiev deixam quatro mortos, incluindo criança de 12 anos, em meio à invasão russa da Ucrânia. 16/04/2026 - (Vladyslav Musiienko/AFP)
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  • A Rússia disparou 6.583 drones contra a Ucrânia em abril, recorde, 2% acima de março.
  • As forças ucranianas conseguiram abater 88% de todos os drones e mísseis lançados.
  • A ofensiva incluiu mais ataques diurnos, combinados com os ataques noturnos, em uma nova tática.
  • Autoridades ucranianas dizem que as ações diurnas visam atordoar civis e prejudicar negócios; Moscou afirma mirar apenas instalações militares e de energia.
  • A ONU estima ao menos 15.578 mortos e 43.352 feridos desde fevereiro de 2022, com subnotificação reconhecida pela própria organização.

A Rússia disparou um número recorde de 6.583 drones contra a Ucrânia em abril, segundo análise da AFP com dados da Força Aérea de Kiev. O dado representa 2% a mais do que março, que também já havia tido recorde.

A informação aponta que as forças ucranianas neutralizaram 88% dos drones e mísseis lançados.

A ofensiva ocorreu em meio a uma pausa nas negociações mediadas pelos EUA para encerrar o conflito e a um incremento de ataques diurnos por Moscou. Antes, a Rússia concentrava ataques noturnos com drones de longo alcance.

Pavlo Palisa, vice-chefe de gabinete de Zelensky, disse que ataques em plena luz do dia são uma nova tentativa de aterrorizar civis, citando impacto econômico ao paralisar atividades comerciais. O governo ucraniano reforça que as ações visam infraestrutura civil e áreas públicas.

Dados e contexto

Especialistas avaliam que os ataques diurnos indicam mudança estratégica, buscando ampliar danos à população e pressionar a sociedade. O Instituto para o Estudo da Guerra (ISW) aponta que o ritmo diurno aumenta o raio de alvos. Analistas destacam clima mais quente como facilitador de permanência de civis ao ar livre.

A Rússia nega mirar civis, afirmando mirar apenas instalações militares e de energia ligadas ao setor militar ucraniano. Segundo a Missão da ONU para Direitos Humanos, pelo menos 15.578 pessoas morreram e 43.352 ficaram feridas desde fevereiro de 2022, muitos em ataques com drones e mísseis. A organização admite que os números são subestimados.

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