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Trump impõe sanções à Cuba e chama o país de ameaça extraordinária

Nova rodada de sanções dos EUA contra Cuba mira bancos estrangeiros, energia e mineração, sob a alegação de ameaça à segurança nacional

Donald Trump
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  • O governo dos Estados Unidos, sob Donald Trump, anunciou novas sanções contra Cuba, alegando que Havana representa uma ameaça extraordinária à segurança nacional.
  • As medidas visam bancos estrangeiros que atuem com o governo cubano, além de pessoas envolvidas nos setores de energia, mineração e direitos humanos.
  • O embargo vigente desde 1962 e o bloqueio petrolífero continuam, com a entrada de apenas um petroleiro russo permitida desde janeiro.
  • Houve manifestação em frente à embaixada dos EUA em Havana, com o governo cubano afirmando que milhares participaram.
  • Em 10 de abril houve negociações diplomáticas em Havana entre EUA e Cuba; Cuba classificou as sanções como ilegais.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira, 1º, a imposição de novas sanções contra Cuba, alegando que Havana representa uma ameaça extraordinária à segurança nacional americana. As medidas visam pressionar o governo cubano a alterar políticas e práticas consideradas prejudiciais aos EUA.

Trump pediu ao governo que sancione bancos estrangeiros que operam com o governo cubano, além de mirar pessoas ligadas aos setores de energia, mineração e aqueles envolvidos em graves violações de direitos humanos. A justificativa é de que o regime cubano atua contra valores de sociedades livres e democráticas.

O governo americano mantém o embargo econômico desde 1962 e, desde janeiro, impôs também um bloqueio petrolífero que limitou o abastecimento da ilha. Até o momento, apenas um petroleiro russo teve autorização para entrar em Cuba.

Contexto político e reação em Havana

No mesmo dia, milhares de cubanos participaram de uma manifestação em frente à embaixada dos EUA em Havana, sob o lema a pátria está em defesa. A mobilização reuniu trabalhadores de estatais, funcionários públicos e membros do Partido Comunista de Cuba, segundo relatos locais.

As autoridades cubanas classificaram as sanções como ilegais e abusivas. Bruno Rodríguez Parrilla, ministro das Relações Exteriores, afirmou, via X, que os EUA respondem com medidas coercitivas unilaterais injustas.

Agenda diplomática e pontos de tensão

Em meio ao novo pacote, há registro de negociações diplomáticas entre os dois países. Em 10 de abril, reuniões de alto nível foram realizadas em Havana, com a participação de um representante dos EUA e Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto de Raúl Castro, presente no desfile do Dia do Trabalho.

O governo cubano mantém posição de que as sanções agravam a situação econômica e social do país, sem alterar a sua postura política. A tensão permanece, mas os dois lados seguem em diálogo, segundo fontes oficiais.

Fonte: AFP

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