Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ativista brasileiro detido em Israel relata tortura após captura na flotilha

Ativista brasileiro detido em águas internacionais com flotilha rumo a Gaza relata tortura e confinamento; Brasil cobra libertação imediata e garantias de segurança

Ativista brasileiro Thiago Ávila faz gesto antes da partida de uma flotilha para Gaza em Barcelona em 31 de agosto de 2025
0:00
Carregando...
0:00
  • Ativista brasileiro Thiago Ávila foi detido em águas internacionais durante uma flotilha humanitária em direção à Faixa de Gaza, próximo à ilha de Creta; somaram-se 175 pessoas detidas.
  • Ávila e Saif Abu Keshek foram transferidos para a prisão de Shikma, em Ashkelon, ao norte de Gaza; representantes da Embaixada do Brasil em Israel visitaram, mas celulares foram proibidos durante a visita.
  • Segundo a Global Sumud Flotilla, Ávila relatou ter sido arrastado, espancado e desmaiado duas vezes; apresentava marcas no rosto, queixa de dores no ombro e foi mantido vendado em isolamento por mais de dois dias.
  • A organização afirma que ele pode permanecer preso por tempo indeterminado caso haja acusação formal; autoridades israelenses disseram que interrogarão Ávila e Abu Keshek, enquanto outros ativistas foram liberados.
  • O Itamaraty, em nota conjunta com o governo espanhol, condenou o que chamou de sequestro em águas internacionais e pediu o retorno imediato de Ávila e Abu Keshek com garantias de segurança; o Ministério de Relações Exteriores de Israel classifica Ávila como suspeito de atividade ilegal.

O ativista brasileiro Thiago Ávila foi detido na quarta-feira (29) em uma flotilha humanitária que seguia para a Faixa de Gaza. Ele, junto com outros 174 ativistas, foi interceptado em águas internacionais perto da ilha de Creta, na Grécia, e levado à detenção pela Marinha israelense. A ação ocorreu no contexto de operações de bloqueio naval a Gaza.

Entre os detidos estavam três brasileiros, incluindo Ávila, que participavam de uma missão para entregar ajuda humanitária. No total, 175 pessoas de várias nacionalidades foram capturadas durante a operação. Ávila e Saif Abu Keshek foram encaminhados à prisão de Shikma, em Ashkelon, ao norte de Gaza. Representantes da Embaixada do Brasil em Israel acompanharam a viagem.

Na sexta-feira (1º), autoridades israelenses disseram que interrogariam Ávila e Keshek, enquanto outros ativistas capturados seriam liberados e levados a um porto em Creta. A Global Sumud Flotilla relatou que a embaixada brasileira foi impedida de levar celulares durante visita consular a Ávila.

Segundo a organização, Ávila afirmou ter sido arrastado de bruços e desmaiado duas vezes por espancamento durante a detenção. Relatos indicam marcas no rosto, dores no ombro e sensação de venda, com isolamento de mais de dois dias. A organização afirma que ele está sem janelas na cela e que a visão do olho esquerdo está prejudicada devido ao inchaço.

A Global Sumud Flotilla também informou que a advogada que acompanhou a visita disse que Ávila está com o olho esquerdo fechado em virtude dos ferimentos. O ativista já havia sido preso em outras flotilhas no passado, com relatos de maus-tratos, ameaças e confinamento em solitária feitos por familiares.

Em comunicação, a Global Sumud Flotilla destacou que a prisão atual difere pelo potencial enquadramento penal além de questões migratórias, com acusações ainda não formalizadas. O Ministério das Relações Exteriores de Israel classificou Ávila como suspeito de atividade ilegal, sem detalhes adicionais, e citou Keshek como suspeito de filiação a uma organização terrorista.

A organização afirma que Ávila pode permanecer detido por tempo indeterminado caso haja formalização de acusações. O ativista disse à embaixada ter sido interrogado pelo Shin Bet e de que o Mossad também seria acionado, sob suspeita de ligação com organização terrorista. A embaixada brasileira não recebeu confirmação formal sobre as acusações.

O Itamaraty divulgou nota conjunta com o governo espanhol condenando o que classificou como sequestro de dois cidadãos em águas internacionais e exigiu o retorno imediato de Ávila e Keshek com garantias de segurança. A nota descreve a ação como ilegal e uma afronta ao direito internacional, passível de encaminhamento a cortes internacionais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais