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Ativista brasileiro Thiago Ávila vai a Israel para interrogatório

Ativista brasileiro Thiago Ávila chega a Israel para interrogatório, após participação em flotilha que tentava romper o bloqueio de Gaza, provocando protestos entre Brasil e Espanha

Thiago Ávila e Saif Abu Keshek faziam parte da flotilha humanitária Global Sumud que, com mais de 50 embarcações, partiu de diferentes portos de Itália, França e Espanha rumo a Gaza - (crédito: Junio Silva)
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  • O ativista brasileiro Thiago Ávila e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek foram interceptados na última quinta-feira durante a flotilha Global Sumud rumo a Gaza e já estão em Israel para interrogatório.
  • A chancelaria de Israel informou que eles chegaram ao país e serão transferidos para serem ouvidos pelas autoridades, com visita consular prevista.
  • Brasil e Espanha reclamaram na sexta-feira sobre a possível remessa dos dois a Israel e ligaram os casos à Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), acusada de apoiar o Hamas.
  • O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou a PCPA, que, segundo autoridades americanas, busca ampliar a influência do Hamas por meio da diáspora palestina; Abu Keshek é destacado na entidade e Ávila é apontado como ligado a ela.
  • A Global Sumud envolve mais de cinquenta embarcações que partiram de Itália, França e Espanha com destino a Gaza; a interceptação ocorreu na zona econômica exclusiva da Grécia, atingindo mais de vinte embarcações e cerca de 175 ativistas.

Thiago Ávila, ativista brasileiro, e Saif Abu Keshek, espanhol-palestino, estão em Israel para ser interrogados. A polícia de fronteira foi quem informou a chegada, afirmando que os dois serão investigados pelas autoridades israelenses.

Eles haviam sido interceptados na última quinta-feira, quando se dirigiam a Gaza a bordo da flotilha Global Sumud, com mais de 50 embarcações. O objetivo era entregar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, sob controle israelense.

Segundo a chancelaria israelense, os dois já chegaram a Israel e serão transferidos para interrogatório. Os países de origem devem acompanhar a situação por meio de visitas consulares, segundo anunciou o governo.

Contexto internacional e sanções

A chancelaria destacou que a Organização Popular para Palestinos no Exterior (PCPA) está sancionada pelos EUA e por Israel. Abu Keshek é descrito como membro de destaque da organização, e Ávila é apontado como colaborador suspeito de atividades ilegais.

O Departamento do Tesouro dos EUA já havia imposto sanções à PCPA, relatando que a flotilha visava romper o bloqueio à Gaza e que contou com participação de outras figuras públicas. Entre os nomes citados estavam Greta Thunberg e Ada Colau.

Operação de sexta-feira e consequências

As forças israelenses interceptaram mais de 20 embarcações e cerca de 175 ativistas de várias nacionalidades na área, com relatos de 211 pessoas consideradas sequestradas pelos organizadores. A maior parte foi deslocada para Creta, na Grécia, enquanto parte dos ativistas seguiu para Istambul e outros destinos.

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