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CIDH suspende medida cautelar contra antiga Cadeia Pública de Porto Alegre

CIDH suspende cautelar sobre Cadeia Pública de Porto Alegre após nova estrutura atender padrões internacionais; monitoramento encerrado, com obras em andamento

Foto: Vitor Rosa/Secom / Porto Alegre 24 horas
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  • A CIDH suspendeu a Medida Cautelar nº 8-13 sobre a Cadeia Pública de Porto Alegre, em 30 de março, reconhecendo que a nova infraestrutura atende aos parâmetros internacionais de dignidade e segurança.
  • O monitoramento internacional começou em 2013, após denúncias de precariedade, e foi encerrado com a reforma total concluída em setembro de 2025.
  • A readequação substituiu pavilhões deteriorados por nove módulos de vivência modernos para garantir a funcionalidade do sistema e a dignidade dos apenados.
  • Também em 2025, foi arquivada uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal e pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul, pacificando o cenário jurídico da unidade.
  • O governo mantém investimentos na unidade, incluindo um pavilhão de trabalho prisional orçado em R$ 1,7 milhão, com conclusão prevista para 2026, para ressocialização por meio de atividades com empresas privadas.

A CIDH suspendeu a Medida Cautelar nº 8-13 que incidia sobre a Cadeia Pública de Porto Alegre (CPPA). A decisão, formalizada em 30 de março de 2025, reconhece que a nova infraestrutura atende aos parâmetros de segurança e dignidade exigidos pelos direitos humanos.

O monitoramento internacional teve início em 2013, após denúncias de precariedade extrema no antigo Presídio Central. A CIDH determinou medidas urgentes para proteger a vida e a integridade dos detentos.

O processo de vigilância foi encerrado com a reforma total do espaço, concluída em setembro de 2025, que sanou os riscos apontados pela comissão. A decisão permite ao Estado retomar governança ordinária da unidade.

Nova infraestrutura atende aos padrões internacionais

A readequação substituiu pavilhões deteriorados por nove módulos de vivência modernos. O projeto visa funcionalidade do sistema e dignidade dos apenados, segundo a Secretaria de Sistemas Penais.

Além disso, o cenário jurídico foi pacificado com o arquivamento, em 2025, de ação civil pública movida pelo MPF e pelo MPRS. O fim do processo ocorreu na mesma época da avaliação da CPPA.

A avaliação da pasta responsável aponta validação internacional da estratégia de planejamento de longo prazo adotada pela gestão estadual. O trabalho de reforço da unidade segue em curso.

Desdobramentos e investimentos

Atualmente, o governo investe na CPPA com a construção de um pavilhão de trabalho prisional, estimado em R$ 1,7 milhão. A obra tem conclusão prevista para 2026 e objetiva ampliar atividades laborais com parcerias privadas.

Segundo a Secretaria, o novo espaço favorecerá a ressocialização dos apenados por meio de atividades produtivas. A iniciativa integra a estratégia de melhoria contínua da unidade.

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