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Comando militar do Irã aponta risco de retomada do conflito com EUA

Comando militar iraniano afirma que retomar hostilidades com os Estados Unidos é provável, após Trump rejeitar nova proposta de Teerã

Equipes de resgate procuram corpos nos escombros de um prédio residencial após ser atingido por um ataque aéreo nas primeiras horas de 27 de março de 2026, em Teerã, Irã
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  • Um comando militar iraniano alertou que é provável a retomada das hostilidades com os Estados Unidos, após Donald Trump dizer estar insatisfeito com a nova proposta de Teerã para encerrar o conflito.
  • O cessar-fogo vigente desde 8 de abril acompanha quase quarenta dias de bombardeios dos EUA e de Israel contra o Irã, e de retaliações iranianas contra monarquias do Golfo.
  • Islamabad sediou, em 11 de abril, a primeira rodada de diálogos diretos entre as partes, mas sem avanços, com posições divergentes sobre o Estreito de Ormuz e o programa nuclear iraniano.
  • Trump afirmou não estar satisfeito com a oferta iraniana e citou “tremenda discórdia” dentro da liderança do Irã, questionando se é possível chegar a um acordo ou se deverá haver outra ação.
  • O Irã disse que as forças armadas estão preparadas para qualquer ação dos Estados Unidos, enquanto o conflito persiste e afeta a região, com impactos na economia global e no preço do petróleo.

O comando militar iraniano afirmou neste sábado, 2, que é provável a retomada das hostilidades com os Estados Unidos após o presidente americano, Donald Trump, demonstrar insatisfação com a última proposta de Teerã para encerrar o conflito. As partes mantêm um cessar-fogo desde 8 de abril, em meio a bombardeios dos EUA e de Israel contra o Irã e retaliações iranianas contra governos do Golfo.

Uma rodada de diálogos diretos ocorreu em 11 de abril, em Islamabad, mediada por terceiros, mas não houve avanço devido às divergências sobre o Estreito de Ormuz e o programa nuclear iraniano. O Irã encaminhou recentemente um texto via Paquistão, sem detalhes públicos sobre o conteúdo.

Trump declarou nesta sexta-feira que não está satisfeito com o que foi apresentado, atribuindo a estagnação a “discórdia” interna na liderança iraniana. O presidente ainda perguntou aos jornalistas sobre possíveis próximos passos, sem indicar apoio a uma retomada de negociações.

A cerca de 40 dias de hostilidades, o Irã afirma preparar-se para responder a qualquer iniciativa imprudente dos EUA. O porta-voz do comando central iraniano ressaltou que as Forças Armadas estão prontas para agir diante de eventuais provocações.

Antes, o governo dos EUA sinalizou que a guerra poderia terminar a partir de uma carta enviada aos líderes do Congresso, informando o fim das hostilidades. Partes democratas afirmaram que a presença de militares americanos na região contradiz a mensagem de encerramento.

Militarmente, o USS Gerald Ford já deixou o Oriente Médio, mas permanecem cerca de 20 navios da Marinha dos EUA na região, incluindo outros dois porta-aviões. A escalada elevou os preços do petróleo, com o Brent atingindo cerca de 126 dólares por barril.

O conflito também permanece ativo em outras frentes, como o Líbano, onde Israel continua ataques contra o Hezbollah. Washington mantém bloqueio naval aos portos iranianos em resposta ao fechamento do Estreito de Ormuz, que antes permitia grande parte do comércio global de petróleo.

Em meio à tensão, o governo americano anunciou novas sanções contra interesses iranianos e advertiu que quem cobrar pedágio no Estreito de Ormuz ficará sujeito a sanções. A situação continua sob observação internacional, com impactos diplomáticos na Europa e no Oriente Médio.

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