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Comando militar do Irã considera retomar hostilidades com os EUA

Comando iraniano afirma que retomar hostilidades com os EUA é provável, após Trump rejeitar nova proposta de paz de Teerã

Irã sinaliza que conflito com os EUA deve continuar. Foto: Vahid Salemi/AP Foto
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  • O comando militar iraniano afirmou que é provável a retomada das hostilidades com os Estados Unidos, após o presidente Donald Trump se manifestar insatisfeito com a última proposta de Teerã.
  • As partes disputam um cessar-fogo desde 8 de abril, após quase quarenta dias de bombardeios dos EUA e de Israel contra o Irã.
  • O Paquistão sediou a primeira rodada de negociações, em 11 de abril, mas não houve consenso sobre o Estreito de Ormuz e o programa nuclear iraniano.
  • O Irã propôs recentemente uma nova proposta por meio do Paquistão, que atua como mediador; Trump disse não estar satisfeito com o conteúdo.
  • A presença militar dos EUA na região permanece, com vários navios no local; a notícia também menciona impactos econômicos e humanitários ligados ao conflito.

Um comando militar iraniano afirmou que é provável a retomada das hostilidades com os Estados Unidos após Trump declarar insatisfação com a última proposta de Teerã para encerrar o conflito. A declaração foi feita à agência Fars, neste sábado, 2.

As partes vinham negociando um cessar-fogo desde 8 de abril, após quase 40 dias de bombardeios de EUA e Israel contra o Irã. Paquistão sediou a primeira rodada de negociações em 11 de abril, sem chegar a um acordo sobre o Estreito de Ormuz e o programa nuclear iraniano.

O Irã apresentou, nesta semana via Paquistão, uma nova proposta de diálogo. O conteúdo não foi divulgado. Trump reagiu, dizendo que não está satisfeito com o que foi oferecido e culpando dissensão interna entre líderes iranianos pela estagnação.

Continuidade dos trabalhos e preparação militar

Mohamad Jafar Asadi, inspetor-adjunto do comando militar central de Jatam al Anbiya, afirmou que as Forças Armadas estão preparadas diante de qualquer ação dos EUA. Ele ressaltou a prontidão diante de eventuais provocações.

O governo americano havia indicado que pediria autorização ao Congresso para manter a guerra, iniciada em 28 de fevereiro com Israel. Em vez disso, Trump informou aos líderes legislativos que as hostilidades tinham terminado, segundo a leitura de alguns congressistas.

O USS Gerald Ford deixou o Oriente Médio, mas cerca de 20 navios da Marinha americana permanecem na região, incluindo outros dois porta-aviões. O conflito já deixou milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano, com impactos econômicos globais.

O petróleo também sofreu impactos, com o barril de Brent atingindo, nesta semana, até 126 dólares, em meio a incertezas sobre a continuidade da escalada. As autoridades monitoram desdobramentos políticos e militares na região.

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