- Drones de fibra óptica do Hezbollah são pequenos, baratos e conectados à base por cabo de fibra, com alcance de até cinquenta quilômetros, fugindo de bloqueadores de sinal e não dependem de GPS ou rádio.
- O piloto utiliza visão imersiva para controlar o drone, sem treinamento complexo, e os aparelhos podem ser comprados online.
- Em uma semana, dois soldados e um contratado civil morreram em decorrência desses drones, segundo o exército de Israel, em uma frente no sul do Líbano durante a trégua iniciada em dezessete de abril.
- Por serem baratos e rápidos, esses drones representam desafio tecnológico para Israel, que avalia opções como sistemas a laser, enquanto mantém radares e redes como métodos de detecção pouco eficazes em algumas situações.
- O Ministério da Defesa de Israel abriu licitação em onze de abril para propostas de tecnologias que respondam à ameaça de drones controlados por fibra óptica, com referências às táticas usadas também na Ucrânia.
Drones de fibra óptica usados pelo Hezbollah desafiam defesas de Israel. Equipamentos baratos e de manejo simples têm causado baixas e exposto limitações tecnológicas diante de armamentos de baixo custo. Os aparelhos ligados por fibra chegam a 50 quilômetros de extensão e não dependem de sinais sem fio para operar.
Segundo o Exército de Israel, dois soldados e um contratado civil morreram em uma semana em consequência desses drones. A imprensa local confirma a presença de dispositivos que operam com fio, diferenciando-se de drones guiados por GPS ou rádio.
Os drones são controlados por visão imersiva, por meio de telas ou óculos de realidade virtual, eliminando a necessidade de treinamento complexo. Especialistas veem o modelo como simples de adquirir, especialmente em plataformas de venda online, o que facilita seu uso no campo de batalha.
Desafios e respostas
Analistas lembram que drones com cabos não transmitem imagens por link de rádio e não podem ser neutralizados por bloqueadores, o que complica a defesa. Observadores ressaltam que o custo baixo torna a tarefa de combate a esses aparelhos financeiramente desafiadora a longo prazo.
Autoridades militares israelenses destacam que técnicas de interceptação evoluem, mas não são infalíveis. Um alto oficial indicou que Israel usa diversas tecnologias para mitigar a ameaça, sem detalhar estratégias específicas.
Ao redor do conflito, o Hezbollah classifica a prática como tática de guerra que aproveita pontos fracos do inimigo, mantendo o foco em operações no sul do Líbano, em meio à continuidade de esforços de cessar-fogo vigentes desde a metade de abril.
Internacionalização do tema e referências
Especialistas lembram que na Ucrânia houve uso de drones com ligações por fibra óptica, o que influenciou debates sobre defesa e adaptabilidade tática. Pesquisadores do Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Tel Aviv comentam que a simplicidade dos aparelhos não impede danos significativos.
O governo israelense abriu, em abril, um processo de licitação para buscar tecnologias inovadoras que respondam à ameaça dos drones controlados por fibra óptica. Enquanto isso, o Exército utiliza métodos como detecção por radar e redes de proteção para reduzir impactos, ainda que essas medidas nem sempre evitem danos.
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