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Governador e prefeito mexicanos indiciados pelos EUA por tráfico deixam cargos

Governador de Sinaloa e prefeito de Culiacán se afastam temporariamente após acusação dos EUA por tráfico de drogas; interino assume por trinta dias

Sinaloa governor Ruben Rocha speaks to the media during a press conference next to Mexico's President Claudia Sheinbaum in June last year.
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  • Dois membros do Morena em Sinaloa — o governador Rubén Rocha Moya e o prefeito de Culiacán, Juan de Dios Gámez Mendívil — afastaram-se temporariamente após EUA denunciarem 10 pessoas por tráfico de drogas, incluindo eles mesmos e outros políticos e oficiais de segurança.
  • Rocha Moya nega as acusações, afirma ter consciência tranquila e anunciou licença de 30 dias para se defender e colaborar com as investigações.
  • Gámez Mendívil também negou as acusações e disse que se afasta temporariamente do cargo.
  • O senador Enrique Inzunza, também citado, continuará no Senado defendendo-se das acusações.
  • O Congresso estadual designou Yeraldine Bonilla Valverde como governadora interina por 30 dias, e disse que a licença de Rocha retira a imunidade que eles tinham, permitindo detenção se for o caso.

Dois integrantes do partido do presidente mexicano Claudia Sheinbaum, no estado de Sinaloa, anunciaram licença temporária dos cargos após a acusação dos EUA contra eles e mais oito políticos e agentes de segurança por tráfico de drogas. O caso abala a elite política mexicana.

O governador Rubén Rocha Moya, de 76 anos, negou as acusações de proteger o cartel e de facilitar o contrabando de drogas para os EUA em troca de apoio político e supostos bilhões em subornos. Num vídeo, afirmou ter a consciência tranquila e que não traiu o povo.

O também acusado Juan de Dios Gámez Mendívil, prefeito da capital do estado, Culiacán, disse que também se licenciaria. A senadora Enrique Inzunza, do mesmo partido, afirmou que continua no Senado para se defender das acusações.

Interinidades e imunidade

Após a votação extraordinária, a Assembleia local nomeou Yeraldine Bonilla Valverde, aliada de Rocha, como governadora interina, com mandato de 30 dias para cobrir a ausência. Rocha mantém imunidade formal, mas a licença suspende proteções.

Especialistas apontam que a medida rompe o foro privilegiado durante a licença. Rocha afirma que a pressão visa politizar o Morena e defender seus feitos. A defesa do governador ressalta que ele atuará para esclarecer as acusações.

Rocha nasceu na mesma região que o ex-chefe do cartel, conhecido como El Chapo. Em 2024, esteve envolvido em correspondência divulgada por agentes da cartela rivais, citando contatos com ele em um encontro que não se chegou a realizar.

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