- O governador de Sinaloa, Rubén Rocha, pediu licença ao Congresso local para afastar-se temporariamente enquanto a Procuradoria-Geral da República investiga acusações dos EUA de tráfico de drogas e crimes relacionados a armas.
- Rocha nega as acusações e afirma que a renúncia visa facilitar as ações das autoridades mexicanas no processo.
- A decisão ocorreu depois que a FGR informou que não havia provas suficientes para prosseguir com a prisão preventiva de Rocha e de outras nove pessoas, e que solicitará provas aos EUA e revisará o caso.
- O pedido de licença precisa ser aprovado pelo Congresso estadual, conforme a Constituição local.
- A denúncia, tornada pública pelos EUA, envolve Rocha e nove pessoas — incluindo funcionários — em suposta relação com o Cartel de Sinaloa; todos teriam negado as acusações.
O governador do estado mexicano de Sinaloa, Rubén Rocha, pediu ao Congresso local licença para afastar-se temporariamente do cargo, enquanto a FGR investiga acusação do governo dos Estados Unidos de tráfico de drogas e crimes relacionados a armas. A decisão é parte de um processo de investigação em curso.
Rocha negou as acusações apresentadas pelo Departamento de Justiça dos EUA e afirmou que o pedido de renúncia tem a finalidade de facilitar as ações das autoridades mexicanas no referido processo. A confirmação veio por meio de uma mensagem de vídeo divulgada na sexta-feira.
A Procuradoria-Geral da República informou que, após analisar o pedido dos EUA para prisão preventiva de Rocha e de outras nove pessoas visando extradição, não encontrou provas suficientes para prosseguir. A FGR indicou que solicitará novas provas aos EUA e revisará o caso.
Processo legislativo e próximos passos
De acordo com a Constituição de Sinaloa, o pedido de licença precisa ser aprovado pelo Congresso local para entrar em vigor. Rocha reforçou que mantém a postura de colaborar com as investigações.
O governador afirmou ter tranquilidade e que as acusações são falsas e maliciosas. Disse que não traí nem trairei a população nem a família, e citou a importância de seguir o andamento do processo junto às instituições.
Rocha também garantiu que o caso não será usado para prejudicar o movimento político do Morena, partido do governo. A afirmação reforça o esclarecimento de que a licença não configura posição contra a bancada governista.
Os EUA tornaram públicas as acusações contra Rocha na quarta-feira. Além dele, nove pessoas teriam participação em uma suposta aliança com o Cartel de Sinaloa. Os réus negaram as acusações, segundo divulgou o DOJ.
Rocha assumiu o governo de Sinaloa em 2021, após vencer as eleições do ano, pelo Morena. O partido é o mesmo da presidente do México, Claudia Sheinbaum. As informações sobre o andamento do caso permanecem sob apuração das instituições mexicanas.
Na coletiva de imprensa de quinta-feira, Sheinbaum declarou que o governo não protege quem cometeu crime, mas ressaltou que cabe à PGR decidir sobre a existência de provas suficientes para prosseguir com o processo contra Rocha. A presidente também avaliou o contexto como potencial intervenção externa, sem etapas conclusivas.
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