- O Parlamento do Irã prepara um projeto de lei para restringir o tráfego no estreito de Ormuz, proibindo a passagem de navios israelenses e exigindo autorização para embarcações de países considerados hostis.
- O texto prevê 12 medidas para controlar o acesso à via marítima, incluindo pagamento de compensação de guerra por parte de navios de países adversários e aval prévio do governo para outros navios.
- A iniciativa ocorre no contexto da guerra entre Irã e Estados Unidos, iniciada em fevereiro de 2026, que provocou o fechamento parcial da rota e redução do fluxo de navios.
- O estreito concentra cerca de 20% do transporte global de petróleo e gás, o que aumenta o impacto econômico de eventuais restrições.
- A proposta ainda precisa passar pelos trâmites finais no Legislativo, mas indica uma mudança estrutural na gestão da rota estratégica e pode elevar custos logísticos e de seguros, além de gerar incerteza de abastecimento.
O Parlamento do Irã avança com um projeto de lei para restringir o tráfego no estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o petróleo. A proposta proíbe a passagem de navios israelenses e impõe condições a embarcações de países considerados hostis. O anúncio foi divulgado pela mídia estatal neste sábado, em Teerã.
Segundo o vice-presidente do Parlamento, Ali Nikzad, o texto traz 12 medidas para controlar o acesso à via marítima. Navios de adversários teriam de pagar compensações de guerra para obter autorização, enquanto outras embarcações dependeriam de aval prévio do governo iraniano.
O movimento decorre da war entre Irã e EUA, iniciada em fevereiro de 2026, que levou ao fechamento parcial da rota e à queda do fluxo de navios. Ormuz responde por cerca de 20% do transporte global de petróleo, ampliando o impacto econômico.
Impactos no mercado
A medida aumenta a incerteza sobre o abastecimento global de energia e tende a pressionar os preços do petróleo. Custos logísticos e de seguros no transporte marítimo podem subir, com efeitos em cadeias comerciais.
Autoridades iranianas afirmam que a iniciativa consolida o controle do país sobre a passagem estratégica. O governo sustenta que a medida respeita soberania e interesses regionais, e que ainda depende de tramitação final no Legislativo.
A instabilidade já reduziu o volume de embarcações e alterou rotas comerciais globais, sinalizando uma mudança estrutural na gestão de uma rota crítica para o comércio mundial.
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