- O Irã afirmou estar pronto para retomar a guerra ou seguir pela via diplomática para encerrar o confronto com os EUA, dizendo que a bola está no campo de Washington; entregou plano ao mediador paquistanês.
- O presidente Donald Trump rejeitou a proposta iraniana e pressiona por concessões; Teerã diz estar aberto à diplomacia se Washington mudar de postura.
- A trégua mediada pelo Paquistão segue em vigor; o impasse político e militar permanece sem perspectiva de avanço.
- A proposta iraniana previa a reabertura do estreito de Ormuz e o fim do bloqueio americano, deixando para depois as negociações sobre o programa nuclear.
- Israel realizou ataques no sul do Líbano contra o Hezbollah, afirmando ter atingido dezenas de alvos; o cessar-fogo entre Israel e Hezbollah, vigente desde 17 de abril, continua sob acusações mútuas de violações.
O Irã afirmou neste sábado que está pronto tanto para retomar a guerra quanto para seguir pela via diplomática para encerrar o confronto com os Estados Unidos. O país disse que a “bola está no campo” de Washington e que apresentou um plano ao mediador paquistanês para buscar uma solução permanente.
Segundo o governo iraniano, o plano foi entregue ao mediador paquistanês para encerrar de forma estável a guerra que o Irã considera imposta. O Irã afirmou ainda que cabe aos EUA escolher entre negociação ou confronto, mantendo a disposição para ambas as opções desde que seus interesses de segurança sejam garantidos.
Donald Trump rejeitou a proposta iraniana, afirmando que Washington não concorda com as concessões apresentadas. O ministro das Relações Exteriores do Irã indicou que o país permanece aberto à diplomacia, desde que haja mudança de postura por parte de Washington. O impasse político persiste.
A trégua mediada pelo Paquistão está em vigor desde 8 de abril e foi prorrogada por tempo indeterminado na semana passada. Apesar da suspensão, a notícia de propostas não divulgadas e de cobranças de ambos os lados mantém a incerteza sobre avanços.
Uma resistência internacional permanece, com tensões em alta após a retirada de 5 mil soldados norte-americanos da Alemanha e o tráfego de um petroleiro perto do estreito de Ormuz, rumo à Índia, com 20 tripulantes a bordo. Tais movimentos alimentam o cenário regional.
Escalada no sul do Líbano
Israel realizou novos bombardeios no sul do Líbano, afirmou atingir dezenas de alvos do Hezbollah, grupo ligado ao Irã. O Exército israelense divulgou que destruiu estruturas militares e posições do Hezbollah, em meio a ataques diários na região.
Antes dos ataques, Israel havia emitido alertas de evacuação em vilarejos da região. O Hezbollah declarou ações de retaliação por supostas violações do cessar-fogo, que continua vigente desde 17 de abril entre as partes.
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