- O primeiro turno das eleições presidenciais do Peru será auditado eletronicamente, conforme decisão do Júri Nacional de Eleições.
- Com mais de 97% da apuração, Keiko Fujimori tem 17,12% dos votos, Roberto Sánchez 12% e Rafael López Aliaga 11,9%, diferença de cerca de 27,5 mil votos.
- Fujimori já está garantida no segundo turno, programado para 7 de junho; os resultados finais do primeiro turno devem ser anunciados em 15 de maio.
- A maioria das atas ainda pendentes apresenta irregularidades e está sendo analisada; a auditoria contará com um comitê de especialistas independentes para reforçar a transparência.
- López Aliaga pediu nova eleição em Lima, medida rejeitada pelo JNE, que manteve a data do segundo turno; o presidente do JNE, Piero Corvetto, havia renunciado em 21 de abril e teve a casa alvo de buscas.
O primeiro turno das eleições presidenciais no Peru será submetido a uma auditoria eletrônica, informou neste sábado (2). A medida visa revisar o processo com maior detalhamento, diante das atas com irregularidades.
Com mais de 97% da apuração concluída, Roberto Sánchez (esquerda) tem 12% e Rafael López Aliaga (ultraconservador) 11,9%, diferença de cerca de 27,5 mil votos. Keiko Fujimori lidera com 17,12%.
Keiko Fujimori já está garantida no segundo turno, marcado para 7 de junho, segundo informações oficiais. O anúncio ocorreu mesmo com a auditoria em curso para o primeiro turno.
As atas pendentes de contabilização apresentam irregularidades, segundo as comissões eleitorais. O Juízo Nacional de Eleições (JNE) decidiu pela auditoria eletrônica completa do processo.
Auditoria eletrônica e participação técnica
O JNE informou que a auditoria terá acompanhamento de um comitê de especialistas independentes, apoiado por equipes nacionais e internacionais, para reforçar transparência e confiabilidade.
A previsão de início e término da revisão não foi divulgada pelo órgão. O objetivo é esclarecer as inconformidades e confirmar a integridade dos resultados.
Desdobramentos políticos
Rafael López Aliaga pediu a realização de uma nova eleição em Lima, alegando falhas logísticas que teriam impedido apoio de milhares de votantes. O JNE rejeitou o pleito e confirmou o segundo turno.
O presidente do JNE, Piero Corvetto, renunciou em 21 de abril, em meio a investigação policial por suposto acordo relacionado ao processo eleitoral. Dias depois, a casa dele foi alvo de buscas.
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