- Ratos atacam cabanas e tendas em campos de refugiados em Gaza, mordendo dedos de crianças e destruindo roupas e pertences dos moradores.
- Mais de 2 milhões de pessoas continuam deslocadas, morando em casas semi-destruídas ou em abrigos improvisados, com saneamento precário.
- Casos incluem a noiva Amani Abu Selmi, cuja tenda foi roída por roedores pouco antes do casamento, e um menino de 3 anos que teve mão e dedão mordidos.
- O chefe do maior hospital de Gaza, Mohamed Abu Selmia, alerta que a infestação pode piorar com a chegada do verão e diante da proibição israelense de itens de controle de pragas, como veneno para ratos.
- A coleta de lixo colapsou, aumentando o acúmulo de água contaminada e resíduos, o que favorece roedores; a OMS registra cerca de 17 mil casos de infecções relacionadas a roedores neste ano.
Em Gaza, ratas infestam os campos de refugiados, atingindo crianças e adultos. Com mais de 2 milhões de pessoas deslocadas, famílias vivem em tendas ou casas semi destruídas. A ameaça envolve doenças e deterioração das condições de sobrevivência.
Ratos roem enxovais, objetos pessoais e tocam em áreas de convivência, ampliando o risco sanitário. Moradores relataram ataques noturnos e deslocamento de alimentos e itens básicos. Especialistas apontam o agravamento com a chegada do verão.
A infestação ocorre num contexto de restrições humanitárias, com acesso a materiais de controle de roedores limitado por blocos de entrada impostos por Israel. Agências oficiais citam esforço conjunto para ampliar suprimentos de veneno e armadilhas.
Infestação e riscos sanitários
Rotas de saneamento deterioradas e coleta de lixo quase paralisada elevam a proliferação de roedores. Organizações ressaltam que casos de infecções por roedores já aparecem com frequência entre crianças, idosos e doentes.
A participação de autoridades humanitárias inclui aumentar fornecimentos de venenos e armadilhas, conforme informações oficiais. A OMS registra alta incidência de doenças ligadas a roedores em Gaza neste ano.
Quem está envolvido
Mohamed Abu Selmia, chefe do hospital Al-Shifa, descreveu a piora da situação com o verão e as restrições de insumos para controle de pragas. A COGAT informou ter facilitado a entrada de 90 toneladas de veneno e mil armadilhas.
Apoio internacional e desdobramentos
Organizações pedem soluções de longo prazo para saneamento, incluindo coleta de lixo regular e abastecimento de água potável. O cessar-fogo de outubro não resolveu completamente o sofrimento das famílias em Gaza.
Fontes: relato de Reuters com dados de autoridades locais e de organizações humanitárias.
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