- Trump afirmou que vai analisar a proposta de paz recebida do Irã, mas não acredita que seria aceitável, dizendo que o Irã ainda não pagou preço alto suficiente pelo que fez nos últimos 47 anos.
- A proposta foi entregue ao Paquistão na noite de 30 de abril de 2026; o Paquistão atua como mediador nas negociações entre Irã e Estados Unidos.
- O ministro iraniano dos assuntos exteriores, Kazem Gharibabadi, disse que a decisão fica com Washington, que deve escolher entre diplomacia ou confronto, conforme a agência estatal iraniana.
- Trump disse a repórteres que aguardava a redação final do texto e que ataques ao Irã poderiam ocorrer se o governo iraniano se comportar mal.
- As negociações ocorrem após o cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, iniciado em 7 de abril, com o Paquistão impedindo que o impasse atrapalhasse a retirada de restrições de navegação no estreito de Ormuz.
Donald Trump afirmou neste sábado que vai analisar uma proposta de acordo de paz recebida do Irã, mas disse não acreditar que o conteúdo seja aceitável. O alvo da crítica foi o que, segundo ele, o Irã fez à humanidade nas últimas décadas.
A mensagem foi publicada pelo presidente dos EUA em sua rede social Truth Social. Na postagem, Trump disse que, apesar de revisar o texto, não enxerga possibilidade de aceitá-lo devido ao histórico do Irã. Não houve divulgação oficial do conteúdo da proposta.
Proposta iraniana e mediadores
Antes, a proposta havia sido entregue ao Paquistão, que atua como mediador nas negociações entre Irã e Estados Unidos. O ministro iraniano das Relações Exteriores afirmou que a decisão sobre o caminho a seguir cabe a Washington, entre diplomacia e confronto.
Kazem Gharibabadi comunicou que a negociação permanece nas mãos dos EUA. O chanceler iraniano ressaltou que Teerã tem mantido posição firme quanto ao seu programa nuclear. A divulgação ocorreu pela agência de notícias estatal do Irã.
Contexto e desdobramentos
As negociações entre Irã e EUA tinham começado após um cessar-fogo anunciado em 7 de abril. Em seguida, representantes de ambos os governos retomaram o diálogo com o Paquistão como mediador. O objetivo é encerrar o conflito e permitir a retirada de restrições de navegação no estreito de Ormuz.
O impasse persiste, com Washington exigindo fim do programa nuclear iraniano. A proximidade de decisões diplomáticas aumenta a pressão sobre o Paquistão para manter o papel de facilitador. A situação segue em análise por autoridades americanas.
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