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Trump endurece sanções contra Cuba e ameaça tomar a ilha após guerra com Irã

Novas sanções dos Estados Unidos contra Cuba elevam pressão econômica e migratória; Trump ameaça ocupar Cuba após possível conflito com o Irã, enquanto Havana protesta

Trump anunciou a imposição de novas sanções contra Cuba durante a mobilização do 1º de Maio em Havana.
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  • O presidente dos Estados Unidos autorizou novas sanções contra Cuba, por meio de um decreto, mirando bancos estrangeiros que operam com o governo cubano e impondo restrições migratórias.
  • As medidas ocorrem no Dia dos Trabalhadores, marcado em Havana por um desfile próximo à embaixada dos EUA, com participação de Raúl Castro e Miguel Díaz-Canel.
  • Washington afirma que as sanções visam pressionar a ilha diante da crise econômica causada pelo bloqueio petrolífero imposto pelos EUA.
  • O presidente cubano, Díaz-Canel, classificou as sanções como genocidas e afirmou que o bloqueio é uma punição coletiva ao povo cubano.
  • Durante um evento na Flórida, o ex-presidente Donald Trump disse que poderia “assumir” Cuba quase imediatamente após o fim da guerra contra o Irã, e citou a possibilidade de posicionar um porta-aviões próximo à costa cubana.

O governo dos Estados Unidos anunciou novas sanções contra Cuba na sexta-feira, 1º. As medidas visam restringir bancos estrangeiros que trabalham com o governo cubano e ampliar restrições migratórias. O objetivo declarado é aumentar a pressão econômica sobre Havana, que enfrenta grave crise causada pelo bloqueio petrolífero imposto por Washington.

Além das restrições financeiras, o decreto eleva a pressão sobre as autoridades cubanas e aumenta a tensão entre os dois países. Em resposta, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel reagiu classificando o bloqueio como genocida e acusando Washington de conduta intimidatória. O chanceler Bruno Rodríguez também denunciou as sanções.

Dia do Trabalhador em Havana

As sanções coincidiram com celebrações do Dia do Trabalhador em Havana. Um desfile ocorreu em frente à embaixada dos EUA, com participação de Raúl Castro, aos 94 anos, e de Díaz-Canel. Trabalhadores de empresas estatais, funcionários públicos e membros do PCC participaram do ato, denominado plataforma anti-imperialista.

Durante o evento, as autoridades reforçaram a mobilização em defesa da pátria. O governo cubano descreveu o apoio popular como expressão de resistência ao bloqueio. A manifestação foi um dos principais momentos da programação do feriado.

Repercussões e diálogo

Depois das sanções, Washington informou que mantém canais de comunicação com Havana. Em reuniões realizadas em 10 de abril, em Havana, houve contatos de alto nível entre autoridades americanas e representantes cubanos, inclusive com Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto de Raúl Castro.

As medidas americanas, associadas ao endurecimento da posição dos EUA sobre Cuba, aparecem em meio a um cenário de tensões regionais e interesses estratégicos. O governo cubano reiterou a defesa da soberania e denunciou o que classifica como violação de direitos do povo cubano.

Contexto internacional

Analistas ressaltam que o endurecimento do bloqueio busca pressionar o governo cubano a alterações políticas e econômicas. A administração norte-americana sustenta que as medidas são medidas de segurança nacional e de combate a supostas ameaças. O governo cubano, por sua vez, afirma que o bloqueio agrava a crise econômica.

Com AFP

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