- Correspondente Mariana Janjácomo cobre o atentado a Trump em Washington, durante jantar de jornalistas da Casa Branca, transmitindo ao vivo pelo canal CNN Brasil em seu videocast Fora da Ordem.
- Ela já chegava ao local vestida com vestido longo e salto alto quando soube, por mensagem do namorado, sobre o tiroteio a cerca de 10 metros dele.
- As ruas foram tomadas por viaturas, sirenes e perímetro policial, enquanto Trump anunciava uma coletiva na Casa Branca; muitos profissionais passaram a usar patinetes elétricos para chegar aos locais da cobertura.
- Mariana descreveu o “segundo pânico”: não chegar a tempo à Casa Branca, com jornalistas de smoking e mulheres de salto rodando pelas ruas em meio às buscas e interrupções de internet.
- Em entrevista, ela comentou o silêncio da oposição e o comportamento da imprensa sob pressão, além de refletir sobre a dimensão histórica do fato apenas após o fim da transmissão.
A noite do jantar dos correspondentes da Casa Branca terminou com o anúncio de que Donald Trump realizaria uma coletiva na Casa Branca. Mariana Janjácomo, já vestida com um vestido longo e salto, recebeu a notícia de que havia ocorrido um tiroteio a cerca de 10 metros de seu namorado, também jornalista, que estava no local. Ela seguiu em direção ao hotel onde ocorria o evento.
Ao chegar, as ruas estavam cheias de viaturas, sirenes, ambulâncias e bombeiros. A polícia montou um perímetro de segurança enquanto Trump decidiu encerrar o jantar e ir à Casa Branca. A jornalista cometeu o desafio de se adaptar ao ambiente noturno, segurando o tripé e o microfone com uma mão.
Enquanto transmitia, ela recebeu relatos de colegas dentro do hotel, que barteram a cobertura sob mesas, sem conexão estável de internet. Com a decisão de seguir para a coletiva, muitos profissionais passaram a usar patinetes elétricos para transitar pelas ruas bloqueadas, em trajes formais e sem comprometer a cobertura ao vivo.
Bastidores da cobertura
O relato descreve o cotidiano da imprensa na Casa Branca sob pressão constante. Trump teria feito ataques pessoais a jornalistas, especialmente mulheres, em momentos de menor retórica pública. A equipe ressalta que a resposta da imprensa tradicional nem sempre é imediata, com surgimento de apoio nas redes sociais após os episódios.
Mudanças no tom da oposição
A correspondente aponta uma mudança de comportamento da oposição no segundo mandato. Diferente do primeiro, as manifestações de resistência aparecem mais discretas, associadas a celebrações improvisadas e horários marcados. Segundo ela, o cansaço pode reduzir a mobilização da oposição.
Reflexos da cobertura naquela noite
Mariana afirmou ter demorado a compreender a dimensão do que cobrava. A adrenalina inicial dificultou a percepção da gravidade do ocorrido. Só ao fim da transmissão a jornalista reconheceu o que havia coberto, mas expressou gratidão pela segurança de todos no final daquela noite.
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