- Duas migrantes morreram durante a travessia no canal da Mancha na madrugada de domingo, quando a embarcação inflável encalhou na praia de Hardelot, em Pas-de-Calais.
- O barco partiu da região com cerca de 82 pessoas a bordo; 17 foram resgatadas por um navio da guarda costeira e levadas ao porto de Boulogne-sur-Mer, deixando 65 ainda a bordo quando encalhou.
- As duas vítimas teriam cerca de vinte anos e seriam sudanesas; a nacionalidade deverá ser confirmada após investigações e depoimentos.
- Treze pessoas em estado de emergência relativa e outras três em estado de emergência absoluta, incluindo feridos graves, foram encaminhadas a hospitais.
- Este é o terceiro incidente desse tipo em pouco mais de um mês na fronteira franco-britânica; ocorreram episódios em 1º de abril e 9 de abril, e, em 23 de abril, foi assinado um acordo trienal para conter travessias. Com AFP.
Duas migrantes morreram no norte da França enquanto tentavam atravessar o Canal da Mancha. O drama ocorreu na madrugada de domingo, após uma embarcação inflável levar cerca de 82 pessoas. O barco partiu da praia de Hardelot, com destino ao Reino Unido; o motor falhou e houve deriva.
Segundo o secretário geral da prefeitura de Pas-de-Calais, Christophe Marx, o barco encalhou na praia e as vítimas foram encontradas já sem vida dentro da embarcação. As duas mulheres teriam cerca de 20 anos e seriam de origem sudanesa, mas a nacionalidade deve ser confirmada pela investigação.
Dezessete pessoas foram resgatadas por um navio de salvamento da guarda costeira e levadas ao porto de Boulogne-sur-Mer. Treze estão em estado de emergência relativo e três em estado de emergência absoluta, entre elas vítimas de queimaduras, e serão encaminhadas ao hospital.
Contexto
Este é o terceiro incidente desse tipo em pouco mais de um mês na fronteira franco-britânica. Em 1º de abril, dois migrantes morreram ao largo de Gravelines; em 9 de abril, outras quatro pessoas morreram na região de Equihen-Plage, em Pas-de-Calais.
Um acordo trienal Franco-Britânico, assinado em 23 de abril, prevê ampliar a cooperação e o financiamento para conter travessias clandestinas. Em 2025, ao menos 29 migrantes morreram no mar na região, segundo a AFP.
Fonte: AFP
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