- O Irã afirmou ter recebido uma resposta dos EUA à sua proposta de paz, entregue pelo Paquistão, e está analisando-a.
- O governo dos EUA não confirmou formalmente a resposta até o momento.
- Trump afirmou, em entrevista à Kan News, que a proposta seria inaceitável para ele.
- A proposta iraniana de 14 pontos pede retirada de forças dos arredores do Irã, fim do bloqueio naval aos portos iranianos e cessar hostilidades, incluindo a ofensiva israelense no Líbano, com acordo em até 30 dias.
- Trump também sinalizou, em rede social, a possibilidade de retomar ataques contra alvos no Irã, caso haja nova provocação; parlamentares lembram que há exigência de aprovação do Congresso para ações de guerra.
O Irã afirma ter recebido uma resposta dos EUA à sua nova proposta de paz, entregue via Paquistão. A resposta está sob análise, segundo a agência Tasnim, ligada ao governo iraniano. Os EUA não confirmaram formalmente o envio de resposta.
Ainda não há confirmação oficial de Washington sobre a resposta. Segundo a imprensa iraniana, a proposta de Teerã tem 14 itens e pede retirar forças dos arredores do Irã, encerrar o bloqueio naval aos portos iranianos e cessar hostilidades, incluindo ações contra o Líbano.
Trump teria afirmado, em entrevista a Kan News, que a proposta seria inaceitável, sem detalhar a posição dos EUA. Em Palm Beach, ele disse não ter avaliado o texto em detalhes e que aguardaria a redação final. Também mencionou a possibilidade de retomar ataques ao Irã, caso haja provocação.
Desdobramentos e contexto
Segundo a imprensa iraniana, a resposta de Teerã aponta para um alinhamento com um plano norte-americano anterior de nove pontos, que previa um cessar-fogo de dois meses. O Irã condiciona avanços a uma redução de tensões e ao comprometimento de ambas as partes em encerrar a guerra.
Trump, por sua vez, afirmou via Truth Social que não seria necessário cumprir prazos legislativos para a guerra, citando o cessar-fogo vigente desde 8 de abril como justificativa. O tema ganhou espaço entre membros do Congresso, com críticas à condução do conflito e ao papel das negociações internacionais.
O Irã continua negando planos de obtenção de arma nuclear, reiterando que seu programa é pacífico. Dados oficiais indicam que, apesar disso, o país mantém enriquecimento de urânio próximo do nível de armas, o que tem sido uma fonte de tensão com os EUA.
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