- Tribunal israelense prorrogou por dois dias a detenção do brasileiro Thiago Ávila e do palestino-espanhol Saif Abu Keshek, integrantes da flotilha Global Sumud, interceptada em águas internacionais perto da costa da Grécia, na quarta-feira, 29 de abril de 2026.
- Os ativistas estavam a caminho de Gaza; mais de 170 detidos pela Marinha de Israel na mesma operação, com libertação de outros na sexta-feira, 1º de maio, na Grécia e na Turquia.
- Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que os dois teriam ligações com a PCPA; o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos disse que o grupo funciona clandestinamente em nome do Hamas.
- Itamaraty, em nota conjunta com o governo espanhol, condenou o que chamou de sequestro de cidadãos em águas internacionais e exigiu o retorno imediato de Ávila e Abu Keshek com garantias de segurança.
- A flotilha Global Sumud, com mais de cinquenta embarcações, tinha como objetivo romper o bloqueio a Gaza e levar suprimentos ao território palestino; o barco foi interceptado pela Marinha de Israel.
Um tribunal israelense autorizou a prorrogação por dois dias da detenção de dois ativistas que integravam a flotilha Global Sumud. O brasileiro Thiago Ávila e o palestino-espanhol Saif Abu Keshek estavam a caminho de Gaza quando o barco foi interceptado pelas forças israelenses em águas internacionais, perto da Grécia, no dia 29 de abril.
Os dois permanecem detidos na prisão de Shikma, em Ashkelon, e são representados por advogados da NGO Adalah. A prorrogação de detenção foi solicitada pelas autoridades de Israel, segundo a organização de direitos humanos.
A flotilha Global Sumud, com mais de 50 embarcações, partiu da França, Espanha e Itália com o objetivo de romper o bloqueio a Gaza e levar suprimentos ao território. Mais de 170 ativistas chegaram a ser detidos pela marinha israelense na ocasião; alguns foram libertados no dia 1º de maio na Grécia e na Turquia.
No fim de semana, o Ministério das Relações Exteriores de Israel informou ligações entre os dois ativistas e a PCPA, e o Departamento do Tesouro dos EUA afirmou que o grupo atua clandestinamente em nome do Hamas. A flotilha afirmou que Ávila foi torturado pelas forças israelenses, descrevendo agressões físicas e isolamento.
O Itamaraty, em conjunto com o governo da Espanha, publicou nota reivindicando o retorno imediato de Ávila e Abu Keshek com garantias de segurança, classificando o episódio como sequestro em águas internacionais. A nota também destacou violação do direito internacional e encaminhou o caso a vias legais internacionais.
Repercussões diplomáticas
- Reações de autoridades brasileiras e espanholas seguem em análise, com pedidos de informações adicionais.
- O Itamaraty reforçou o entendimento de que o caso envolve cidadãos sob jurisdição internacional e exige soluções diplomáticas.
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