- O Tribunal de Magistrados de Ashkelon prorrogou por dois dias a detenção do brasileiro Thiago Ávila e do ativista palestino-espanhol Saif Abukeshek, da flotilha Global Sumud.
- O promotor solicitou a prorrogação por quatro dias, citando supostos crimes como colaborar com o inimigo e pertencer a uma organização terrorista.
- Advogadas do Adalah contestaram irregularidades do processo e destacaram que não há fundamento para aplicar tais crimes a estrangeiros em águas internacionais.
- Cerca de uma centena de ativistas da flotilha foram detidos em águas internacionais perto de Creta; na Grécia, a maioria foi libertada, exceto Ávila e Abukeshek, que chegaram a Ashkelon.
- A flotilha, o Brasil e a Espanha exigem libertação imediata; há relatos de maus-tratos durante a interceptação e o caso é tratado como possível sequestro por Israel.
O Tribunal de Magistrados de Ashkelon prorrogou por dois dias a detenção de Thiago Ávila, brasileiro, e Saif Abukeshek, palestino-espanhol, ambos da flotilha Global Sumud. A prorrogação acontece após a interceptação de uma flotilha que tentava romper o bloqueio naval à Faixa de Gaza. A detenção foi confirmada pelo Adalah, que representa os dois ativistas.
Ávila é cofundador do movimento ecologista Bem Viver no Brasil. Ele já havia sido detido e deportado por Israel no ano passado por tentar furar o bloqueio em um barco com mais 11 pessoas. A viagem anterior gerou críticas de veículos pró-Israel, que destacaram participação dele em funerais de Hassan Nasrallah e em discurso no Irã.
Detalhes da audiência e pedidos de prisão
Durante a audiência, o promotor pediu mais quatro dias de detenção, com base em acusações como colaborar com o inimigo em tempos de guerra e pertencer a uma organização terrorista. O Adalah contesta as acusações, dizendo que não há fundamento para aplicar esses crimes a estrangeiros em águas internacionais.
Contexto da flotilha e resposta internacional
Cerca de 175 ativistas, com 58 embarcações, buscavam romper o bloqueio em águas internacionais perto de Creta. Israel libertou a maioria na Grécia, mas Ávila e Abukeshek permaneceram detidos e chegaram a Ashkelon no sábado, após dois dias adicionais de custódia. Governos do Brasil e da Espanha exigiram a libertação imediata.
Alegações de maus-tratos e posição das partes
A Adalah afirmou que os advogados foram recebidos na prisão de Shikma, em Ashkelon, e relatou relatos de violência durante a interceptação. Ávila disse ter sido arrastado e sofrer amarras; Abukeshek teria ficado vendado e deitado de bruços. O Ministério das Relações Exteriores de Israel sustenta ligações de Abukeshek e Ávila com a Frente Popular para a Libertação da Palestina.
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