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Israel prorroga por dois dias a detenção de ativista brasileiro

Tribunal israelense prorroga por dois dias a detenção de ativista brasileiro e do ativista espanhol interceptados em flotilha rumo a Gaza; prisão preventiva vai até cinco de maio

Imagem: Instagram de Thiago Ávila
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  • Um tribunal israelense prorrogou por dois dias a detenção de Thiago Ávila, brasileiro, e Saif Abu Keshek, espanhol, para 5 de maio.
  • Eles estavam presos a bordo de uma flotilha com destino a Gaza interceptada em águas internacionais próximo à Grécia; mais de 100 ativistas foram levados para Creta.
  • Governo do Brasil e da Espanha emitiram declaração conjunta dizendo que a detenção é ilegal.
  • Os ativistas faziam parte da segunda flotilha da Global Sumud, que partiu de Barcelona em 12 de abril para tentar romper o bloqueio à Gaza.
  • A defesa afirma que as acusações são falsas e que houve violação de jurisdição, além de alegar violência durante o trajeto para Israel.

Um tribunal israelense prorrogou por dois dias a detenção do brasileiro Thiago Ávila e do ativista espanhol Saif Abu Keshek, interceptados a bordo de uma flotilha rumo a Gaza. A prisão preventiva foi estendida até 5 de maio, segundo a defesa.

Ávila e Abu Keshek integram a segunda flotilha da Global Sumud, que buscava levar ajuda humanitária a Gaza. A operação ocorreu após a flotilha ser interceptada por forças israelenses em águas internacionais próximas à Grécia; mais de 100 ativistas foram levados para Creta, na Grécia.

Brasil e Espanha divulgaram uma declaração conjunta na sexta-feira, classificando a detenção como ilegal. O grupo de direitos Adalah afirmou que as autoridades israelenses solicitaram a prorrogação de quatro dias, sob suspeitas de crimes como assistência ao inimigo em tempo de guerra e ligação com organizações terroristas.

A advogada Hadeel Abu Salih disse que Ávila e Abu Keshek negam as acusações e que a prisão é ilegal por falta de jurisdição. Segundo ela, a missão visava prestar auxílio a civis em Gaza, não apoiar grupos militantes, e os ativistas teriam sido algemados e vendados durante parte do trajeto.

Segundo autoridades israelenses, a equipe de segurança agiu para impedir obstrução física por parte dos ativistas. O Ministério das Relações Exteriores afirmou que as ações foram legais e necessárias para manter a segurança na região, sem detalhar novas punições.

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