- Tribunal israelense prorrogou por dois dias a prisão preventiva de dois ativistas — um brasileiro, Thiago Ávila, e o palestino-espanhol Saif Abu Keshek — que participavam de uma flotilha rumo à Faixa de Gaza.
- as autoridades israelenses os acusam de ligações com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), organização sancionada pelos Estados Unidos, segundo a agência AFP.
- cerca de cento e setenta e cinco ativistas foram detidos durante a interceptação da flotilha em águas internacionais; quatro brasileiros estão entre eles.
- Abu Keshek e Ávila foram levados a Ashkelon, a cerca de 60 km de Tel Aviv, para audiência no domingo, com a prorrogação da detenção solicitada por Israel.
- Brasil e Espanha divulgaram nota conjunta condenando o que chamam de sequestro de cidadãos em águas internacionais, exigindo a libertação imediata de Ávila e Abu Keshek e garantias de segurança.
A Justiça de Israel prorrogou por dois dias a detenção de dois ativistas brasileiros de origem palestino-espanhola, que faziam parte de uma flotilha rumo à Faixa de Gaza. A prorrogação foi autorizada em tribunal de Ashkelon, a cerca de 60 km de Tel Aviv, neste domingo (3).
Os ativistas são Thiago Ávila, brasileiro, e Saif Abu Keshek, palestino-espanhol. Autoridades israelenses apontam ligações com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), organização sancionada pelo Tesouro dos EUA. A acusação envolve supostas atividades ilegais associadas à PCPA.
Cerca de 175 ativistas foram detidos durante a interceptação da flotilha em águas internacionais. Outros quatro brasileiros constam entre os detidos. Dois dos ativistas foram transferidos para interrogatório em Israel.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirma que Abu Keshek é membro proeminente da PCPA e que Ávila tem ligações com a organização. A defesa sustenta que as acusações não possuem suporte claro e que a detenção ocorreu fora de territórios israelenses.
A Espanha contesta as acusações contra Abu Keshek e pede a libertação imediata do ativista. O Itamaraty, em nota conjunta com o governo espanhol, condenou o que chamou de sequestro de cidadãos brasileiros e espanhol, exigindo retorno seguro e imediato.
Os organizadores da flotilha alegam que a interceptação ocorreu a mais de mil quilômetros de Gaza e classificam o ato como uma armadilha. Na sexta-feira, dezenas de ativistas desembarcaram na ilha de Creta, na Grécia, após a detenção em alto-mar.
Contexto anterior aponta que, em 2025, a primeira viagem da Flotilha Global Sumud para Gaza gerou grande atenção internacional, com prisões e deportações de participantes. A atual operação mantém o foco internacional sobre a legalidade das detenções em águas internacionais.
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