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Merz afirma não desistir da relação com Trump

Merz não desiste da relação transatlântica com Trump, mesmo após anúncio de retirada de cinco mil soldados dos EUA da Alemanha

"Pode estar sendo um pouco exagerado, mas não é novidade", afirmou Merz (à dir.) sobre a retirada de tropas norte-americanas
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  • O chanceler alemão Friedrich Merz afirmou à ARD que não desistirá da relação transatlântica nem de trabalhar com Donald Trump.
  • Merz disse que a retirada de 5.000 soldados norte‑americanos da Alemanha não foi surpresa e não deve ser vista como retaliação.
  • O atrito entre Merz e Trump envolve a guerra no Irã, com o chanceler ressaltando visões diferentes sobre o conflito.
  • Os Estados Unidos confirmaram a retirada de 5.000 militares da base na Alemanha, com conclusão prevista entre seis e doze meses.
  • No dia seguinte, o ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, afirmou que europeus devem assumir mais responsabilidade pela própria segurança e que a Alemanha segue fortalecendo suas Forças Armadas.

Merz, chanceler alemão, afirmou em entrevista à ARD que não desistirá da relação transatlântica nem de trabalhar com Donald Trump. A declaração ocorreu após desentendimentos entre ambos sobre a guerra no Irã. A fala foi veiculada na noite de domingo, 3 de maio de 2026.

O líder da CDU foi questionado sobre a tensão com o presidente americano. Segundo observadores citados pelo The Guardian, ele argumentou que o anúncio de retirada de 5 mil soldados norte-americanos da base alemã não surpreendeu, e não deve ser visto como retaliação. A retirada foi anunciada na semana seguinte.

Merz reconheceu que há divergências sobre o irrestrito apoio à estratégia de Washington no Irã, ressaltando que a visão sobre o conflito não é idêntica entre os dois países. Mesmo assim, ressaltou a importância da parceria com os EUA na defesa europeia.

O chanceler destacou que Trump respeita o direito de ter opiniões próprias, ainda que o momento seja de atrito. Para Merz, a parceria com os norte-americanos permanece central na aliança da OTAN, mesmo diante de diferenças.

A tensão entre os dois líderes ganhou contornos após a fala de Merz na segunda-feira anterior, ao criticar a abordagem norte-americana no Irã e a falta de uma saída estratégica clara. Em resposta, Trump publicou críticas públicas nas redes sociais.

No dia 1º de maio, os EUA confirmaram a retirada de 5 mil militares da Alemanha, onde fica a maior base norte-americana na Europa, com cerca de 35 mil combatentes. O objetivo é concluir a redução em seis a doze meses.

No dia 2 de maio, o ministro alemão da Defesa, Boris Pistorius, pediu que a Europa assuma mais responsabilidade pela própria segurança. Ele afirmou que a Alemanha está no caminho certo ao ampliar suas Forças Armadas, acelerar aquisições e reforçar a infraestrutura.

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