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Ministro israelense celebra aniversário com bolo alusivo à pena de morte

Ben-Gvir celebra aniversário com bolo alusivo à lei de enforcamento de palestinos condenados por tribunais militares, alvo de contestações judiciais

Ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, celebra seu aniversário de 50 anos com um bolo decorado com uma forca dourada e a frase 'às vezes os sonhos se realizam' | Foto: Reprodução/Instagram/@otzma_yehudit - 03.05.2026
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  • O Parlamento de Israel aprovou uma lei que prevê enforcamento de palestinos condenados por tribunais militares, com execução 90 dias após a condenação e sem direito a recurso; em circunstâncias especiais pode haver prisão perpétua.
  • O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, celebrou seu aniversário de 50 anos com um bolo alusivo à lei, decorado com uma forca dourada e a frase “às vezes os sonhos se realizam”, em Emunim.
  • A festa ocorreu no sábado, 2, no assentamento Emunim, área que ficava na former Bayt Daras, tomada por Israel em 1948.
  • A legislação tem sido alvo de questionamentos na Justiça, com um grupo de rabinos defensores dos direitos humanos pedindo à Suprema Corte para declarar a lei inválida e impedir a aplicação na Cisjordânia.
  • Ben-Gvir é conhecido por postura extremista e já fez propostas de reassentamento de palestinos; o ministro é associado a defensores de assentamentos na Cisjordânia e a polêmicas passadas envolvendo violência.

Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional de Israel, mostrou um bolo na celebração de seu 50º aniversário com a temática da pena de morte para palestinos condenados por tribunais militares. O evento ocorreu no sábado, no assentamento Emunim, perto de Bayt Daras, na Cisjordânia ocupada.

A lei aprovada pelo Parlamento no fim de março prevê enforcamento 90 dias após a condenação, sem possibilidade de recurso. Em circunstâncias especiais, pode haver prisão perpéta. Limites e critérios são alvo de críticas e ações judiciais.

Contexto jurídico

Um grupo de rabinos defensores dos direitos humanos pediu à Suprema Corte que declare a lei inválida e impeça sua aplicação na Cisjordânia, em abril. A norma é vista como discriminatória por críticos e defensores de direitos humanos.

Opiniões e controvérsia

Ben-Gvir é conhecido por posições ultranacionalistas e já protagonizou controvérsias, incluindo propostas de reassentamento de palestinos. Defende ampliação de assentamentos na Cisjordânia, tema controverso na política regional.

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