- O Parlamento de Israel aprovou uma lei que prevê enforcamento de palestinos condenados por tribunais militares, com execução 90 dias após a condenação e sem direito a recurso; em circunstâncias especiais pode haver prisão perpétua.
- O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, celebrou seu aniversário de 50 anos com um bolo alusivo à lei, decorado com uma forca dourada e a frase “às vezes os sonhos se realizam”, em Emunim.
- A festa ocorreu no sábado, 2, no assentamento Emunim, área que ficava na former Bayt Daras, tomada por Israel em 1948.
- A legislação tem sido alvo de questionamentos na Justiça, com um grupo de rabinos defensores dos direitos humanos pedindo à Suprema Corte para declarar a lei inválida e impedir a aplicação na Cisjordânia.
- Ben-Gvir é conhecido por postura extremista e já fez propostas de reassentamento de palestinos; o ministro é associado a defensores de assentamentos na Cisjordânia e a polêmicas passadas envolvendo violência.
Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional de Israel, mostrou um bolo na celebração de seu 50º aniversário com a temática da pena de morte para palestinos condenados por tribunais militares. O evento ocorreu no sábado, no assentamento Emunim, perto de Bayt Daras, na Cisjordânia ocupada.
A lei aprovada pelo Parlamento no fim de março prevê enforcamento 90 dias após a condenação, sem possibilidade de recurso. Em circunstâncias especiais, pode haver prisão perpéta. Limites e critérios são alvo de críticas e ações judiciais.
Contexto jurídico
Um grupo de rabinos defensores dos direitos humanos pediu à Suprema Corte que declare a lei inválida e impeça sua aplicação na Cisjordânia, em abril. A norma é vista como discriminatória por críticos e defensores de direitos humanos.
Opiniões e controvérsia
Ben-Gvir é conhecido por posições ultranacionalistas e já protagonizou controvérsias, incluindo propostas de reassentamento de palestinos. Defende ampliação de assentamentos na Cisjordânia, tema controverso na política regional.
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