- Novas e amplas sanções dos EUA contra Cuba podem expulsar empresas internacionais da ilha e atingir o sistema financeiro, concentrando-se em defesa, mineração, finanças e segurança.
- A ordem permite visar praticamente qualquer cidadão ou entidade não americana envolvida em negócios em Cuba; alvos específicos ainda não foram definidos.
- Empresas citadas como potenciais atingidas incluem a turca Karpowership e a canadense Sherritt International; instituições financeiras que operarem com cubanos podem ficar fora do sistema bancário dos EUA.
- Horas após as sanções, o presidente Donald Trump sugeriu uma intervenção militar em Cuba, insinuando que o porta-aviões USS Abraham Lincoln poderia ficar próximo à costa para forçar rendição.
- O governo cubano, representado pelo presidente Miguel Díaz-Canel, chamou as ameaças de perigosas; reiterou que Cuba não será forçada a ceder e manteve a posição de não discutir sua forma de governo.
Nos EUA, novas sanções ampliam o alcance contra Cuba, mirando empresas internacionais que atuam na ilha e o acesso ao sistema financeiro dos Estados Unidos. A medida, anunciada na sexta-feira (1º), é parte de uma ofensiva do governo Trump que também sugere intervenção militar caso o regime cubano não ceda.
As autoridades destacam que a ordem executiva pode atingir praticamente qualquer cidadão ou entidade envolvida em negócios com Cuba, com foco em setores de defesa, mineração, finanças e segurança. Ainda não foram definidos alvos específicos.
Segundo analistas, as sanções podem afetar operadores estrangeiros em Cuba, como a turca Karpowership, que opera uma barcaça de energia em Havana, e a canadense Sherritt International, ligada à mineração de níquel e cobalto. As instituições financeiras que negociarem com cubanos listados podem ser excluídas do sistema bancário norte-americano.
Medidas e alcance
A ordem autoriza o bloqueio de transações com indivíduos e entidades vinculados ao governo cubano, ampliando o raio de atuação de Washington sobre o financiamento da ilha. Especialistas afirmam que o aparato pode pressionar o regime cubano ao dificultar operações econômicas.
Reação de Cuba
Horas após as sanções, Trump sugeriu, em tom de provocação, a possibilidade de intervenção militar caso o USS Abraham Lincoln retorne da região do Irã. Em resposta, o governo cubano classificou as ameaças como perigosas e sem precedentes, pedindo à comunidade internacional que observe a gravidade da medida.
Contexto e próximos passos
O governo de Havana destaca que negocia com Washington, mas não admite discutir mudanças de regime. O embargo americano, vigente há décadas, já evidencia apagões e redução de remessas, agravando a situação econômica da ilha. Autoridades cubanas repetem que a liderança não está em discussão.
A Casa Branca informou que novas sanções atingem entidades que apoiam o aparato de segurança do regime, cúmplices da corrupção ou de violações de direitos humanos. O Departamento de Estado e o Tesouro devem ampliar punições a quem estiver ligado aos sancionados.
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