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Nova ofensiva dos EUA contra Cuba afeta negócios externos e sistema financeiro

Novas sanções dos EUA atingem empresas internacionais em Cuba e restringem o acesso ao sistema financeiro, aumentando a pressão sobre o governo cubano

Trump sugeriu uma possível intervenção militar em Cuba em comentários para uma plateia na Flórida (Foto: Magdalena Chodownik/Anadolu/Getty Images)
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  • Novas e amplas sanções dos EUA contra Cuba podem expulsar empresas internacionais da ilha e atingir o sistema financeiro, concentrando-se em defesa, mineração, finanças e segurança.
  • A ordem permite visar praticamente qualquer cidadão ou entidade não americana envolvida em negócios em Cuba; alvos específicos ainda não foram definidos.
  • Empresas citadas como potenciais atingidas incluem a turca Karpowership e a canadense Sherritt International; instituições financeiras que operarem com cubanos podem ficar fora do sistema bancário dos EUA.
  • Horas após as sanções, o presidente Donald Trump sugeriu uma intervenção militar em Cuba, insinuando que o porta-aviões USS Abraham Lincoln poderia ficar próximo à costa para forçar rendição.
  • O governo cubano, representado pelo presidente Miguel Díaz-Canel, chamou as ameaças de perigosas; reiterou que Cuba não será forçada a ceder e manteve a posição de não discutir sua forma de governo.

Nos EUA, novas sanções ampliam o alcance contra Cuba, mirando empresas internacionais que atuam na ilha e o acesso ao sistema financeiro dos Estados Unidos. A medida, anunciada na sexta-feira (1º), é parte de uma ofensiva do governo Trump que também sugere intervenção militar caso o regime cubano não ceda.

As autoridades destacam que a ordem executiva pode atingir praticamente qualquer cidadão ou entidade envolvida em negócios com Cuba, com foco em setores de defesa, mineração, finanças e segurança. Ainda não foram definidos alvos específicos.

Segundo analistas, as sanções podem afetar operadores estrangeiros em Cuba, como a turca Karpowership, que opera uma barcaça de energia em Havana, e a canadense Sherritt International, ligada à mineração de níquel e cobalto. As instituições financeiras que negociarem com cubanos listados podem ser excluídas do sistema bancário norte-americano.

Medidas e alcance

A ordem autoriza o bloqueio de transações com indivíduos e entidades vinculados ao governo cubano, ampliando o raio de atuação de Washington sobre o financiamento da ilha. Especialistas afirmam que o aparato pode pressionar o regime cubano ao dificultar operações econômicas.

Reação de Cuba

Horas após as sanções, Trump sugeriu, em tom de provocação, a possibilidade de intervenção militar caso o USS Abraham Lincoln retorne da região do Irã. Em resposta, o governo cubano classificou as ameaças como perigosas e sem precedentes, pedindo à comunidade internacional que observe a gravidade da medida.

Contexto e próximos passos

O governo de Havana destaca que negocia com Washington, mas não admite discutir mudanças de regime. O embargo americano, vigente há décadas, já evidencia apagões e redução de remessas, agravando a situação econômica da ilha. Autoridades cubanas repetem que a liderança não está em discussão.

A Casa Branca informou que novas sanções atingem entidades que apoiam o aparato de segurança do regime, cúmplices da corrupção ou de violações de direitos humanos. O Departamento de Estado e o Tesouro devem ampliar punições a quem estiver ligado aos sancionados.

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