- Sete países da Opep+ — Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã — vão elevar a produção de petróleo em 188 mil barris por dia a partir de junho de 2026.
- A medida representa o terceiro aumento mensal consecutivo e pode ser revertida conforme a evolução do mercado, com monitoramento constante.
- O movimento ocorre em meio ao fechamento do Estreito de Ormuz, que compromete o escoamento e torna o aumento simbólico para a região.
- A saída dos Emirados Árabes Unidos do cartel, anunciada recentemente, deixa a Opep+ com vinte e um membros, mas o comunicado atual foca apenas no aumento de produção.
- Reuniões mensais serão realizadas para avaliar condições de mercado, conformidade e compensação, com a próxima reunião marcada para 7 de junho de 2026.
Os sete países aliados da Opep+ anunciaram nesta domingo a divulgação de um aumento na produção de petróleo. A elevação é de 188 mil barris por dia, com início programado para junho, e ocorre em meio ao fechamento do Estreito de Ormuz no Golfo Pérsico. A medida visa manter a estabilidade do mercado.
Entre os signatários estão Arábia Saudita, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão, Rússia e Omã. Caso confirme, será o terceiro aumento mensal consecutivo da produção na atual rodada de ajustes.
Contexto de mercado
O bloqueio do Estreito de Ormuz, resultado da escalada militar na região, complica o escoamento de petróleo e torna o incremento simbólico frente à pressão no fluxo de suprimentos. O Brent oscilava próximo de 108 dólares por barril no fim de abril, após ter ficado perto de 70 dólares antes dos ataques de 28 de fevereiro.
A notícia ocorre pouco depois da saída oficial dos Emirados Árabes Unidos do cartel. Anunciada na semana anterior, a saída eleva o total de membros da Opep+ para 21. O comunicado não mencionou explicitamente esse movimento, mantendo o foco no aumento de produção.
Detalhes do ajuste
O grupo informou que o ajuste de 188 mil barris por dia será implementado a partir de junho de 2026, segundo decisão tomada em reunião virtual em 3 de maio. Os ajustes podem ser revertidos conforme evoluam as condições de mercado.
Os países reiteraram o compromisso com a estabilidade do mercado e com o monitoramento contínuo, por meio do Comitê Ministerial Conjunto de Monitoramento (JMMC). Também deixaram claro o objetivo de compensar volumes produzidos acima do permitido desde janeiro de 2024.
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