- A liberdade de imprensa global está no nível mais baixo dos últimos 25 anos, segundo a Repórteres Sem Fronteiras; Portugal é 10º lugar, Brasil subiu para 52º e os Estados Unidos aparecem em 64º.
- Populistas atacam jornalistas, chamando-os de inimigos do povo e associando-os a fake news, o que ajuda a deslegitimar a imprensa.
- Na Argentina, o governo de Javier Milei revogou o acesso de jornalistas credenciados à Casa Rosada, medida inédita na democracia argentina.
- No Brasil, o pré-candidato Flávio Bolsonaro segue o padrão de hostilidade à imprensa, acusando-a de mentiras e viés ideológico.
- O texto aponta que políticos tentam contornar o filtro jornalístico pela internet, falando diretamente com eleitores, enquanto jornalistas continuam escrutinando a vida pública mesmo com o abalo de credibilidade.
A liberdade de imprensa global atingiu o nível mais baixo dos últimos 25 anos, segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF). O relatório aponta queda acentuada na credibilidade da mídia e no espaço de atuação jornalística.
Entre os fatores que contribuíram, a desinformação, a polarização política e o impacto das redes sociais aparecem como atalhos para deslegitimar o trabalho dos jornalistas. A RSF alerta para ataques a redações e para a desconfiança crescente da população.
Países em posições diversas mostram o cenário: Portugal ocupa a 10ª colocação, o Brasil sobe para a 52ª e os Estados Unidos ficam em 64º, segundo o levantamento mais recente da RSF.
O relatório cita críticas de figuras políticas a veículos de imprensa, com termos que associam a mídia a interesses e falhas. A depender do país, essas dinâmicas alimentam percepções de parcialidade ou desonestidade jornalística.
Especialistas lembram que a função do jornalismo é escrutinar a vida pública e cobrar transparência. Embora erros ocorram, o código de ética orienta a apuração, a precisão e a responsabilidade dos veículos.
Por fim, a RSF destaca que a proteção à liberdade de imprensa é essencial para a democracia. A organização ressalta a necessidade de mecanismos que assegurem acesso à informação e independência editorial.
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