- Díaz-Canel rejeita as sanções dos Estados Unidos, dizendo que é punição coletiva e ingerência unilateral.
- Trump assinou ordem executiva que bloqueia ativos de pessoas ligadas a Cuba em setores como energia, mineração, defesa, segurança e tecnologia, além de afetar bancos.
- O cerco energético, iniciado em janeiro, quase paralisou a ilha, causando apagões, redução de transporte e desabastecimento; Cuba produz 40% de seu petróleo.
- O presidente cubano pediu à comunidade internacional que não tolere esse abuso, comparando as medidas a ações contra Palestina e Líbano.
- A declaração sustenta que a política busca mudança de regime e desestabilização regional, impondo um modelo político por coerção econômica.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, rejeitou as sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos na sexta-feira. O discurso, divulgado pela imprensa oficial no domingo 3, ocorreu no sábado em encontro com grupos de solidariedade à ilha. A medida norte-americana foi anunciada dias após a assinatura de uma nova ordem executiva.
Díaz-Canel afirmou que a política não visa apenas uma mudança de regime, mas também desestabilização regional. Segundo ele, a ordem representa ingerência direta e unilateral, impondo um modelo político por coerção econômica, usando leis dos EUA para ditar políticas de outras nações.
O governante cubano pediu aos governos do mundo que não tolerem esse abuso, comparando-o a ações ocorridas na Palestina e no Líbano. A fala sucede ao endurecimento do cerco econômico americano, semelhante ao que já ocorrera no passado, visando pressionar mudanças políticas.
Contexto e impactos
A ordem executiva bloqueia ativos de pessoas que atuem em setores-chave de Cuba, como energia, mineração, defesa, segurança e tecnologia. Bancos também ficariam sujeitos a restrições, com risco de congelamento de contas nos EUA.
O cerco energético, iniciado no ano anterior, gerou apagões, queda de transportes e desabastecimento de produtos básicos. A produção de petróleo cubana encontra-se em torno de 40% do necessário, ampliando vulnerabilidades da economia.
Analistas destacam que a medida pode intensificar dificuldades humanitárias em Cuba, já que setores como transporte e indústria operam com limitações. O governo cubano classifica a ação como punição coletiva e incentiva a comunidade internacional a questionar o bloqueio.
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