- Tribunal de Israel autorizou a prorrogação da prisão preventiva de Thiago Ávila e do ativista Saif Abu Keshek por mais dois dias.
- Ambos foram capturados em águas internacionais quando seguiam para Gaza numa flotilha de 22 barcos com 173 ativistas.
- A flotilha partiu de França, Espanha e Itália com o objetivo de romper o bloqueio a Gaza e entregar suprimentos.
- Os ativistas foram levados para a Grécia após a intervenção, enquanto o grupo total reunia mais de 50 embarcações.
- Brasil e Espanha condenaram o que chamaram de sequestro de cidadãos em águas internacionais por parte de Israel.
O tribunal de Israel prorrogou por dois dias a prisão de Thiago Ávila, ativista brasileiro, e do ativista palestino-espanhol Saif Abu Keshek. Ambos estavam detidos desde a última quinta-feira, 30, enquanto integravam uma flotilha com destino a Gaza que seguia rumo ao território e foi interceptada em águas internacionais.
Ávila faz parte de uma flotilha de 22 barcos e mais de 173 ativistas, que buscavam romper o bloqueio a Gaza e entregar suprimentos ao território palestino. Os presos foram encaminhados para a Grécia, após a abordagem das forças israelenses em pleno mar.
Na sexta-feira, 1º, governos do Brasil e da Espanha condenaram o que chamou de sequestro de cidadãos em águas internacionais por parte de Israel, em nota conjunta. A declaração reforçou a gravidade da captura e pediu esclarecimentos.
Contexto da flotilha
A operação envolveu mais de 50 embarcações, oriundas de França, Espanha e Itália, com o objetivo de chamar atenção internacional ao bloqueio imposto a Gaza e às condições humanitárias no território.
Thiago Ávila é economista, pesquisador e ativista brasileiro conhecido por atuação em causas sociais, ambientais e de direitos humanos. Na Flotilha para Gaza, atuava como um dos organizadores, coordenando voluntários e a participação latino-americana na iniciativa.
Reação e próximos passos
A prorrogação da prisão ocorre em meio a cobranças internacionais por esclarecimentos sobre o caso e pela liberação dos detidos, com pedidos de avaliação de condições legais da detenção e do tratamento dado aos ativistas. As autoridades brasileiras não divulgaram novos pronunciamentos até o fechamento deste texto.
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