- Armênia realiza duas cúpulas em Yerevan, nos dias 4 e 5 de maio, para a 8ª cúpula da Comunidade Política Europeia, reunindo cerca de cinquenta chefes de Estado e de governo.
- Também ocorre a primeira cúpula União Europeia–Armênia, na terça, com a participação do primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinyan, do presidente do Conselho Europeu, António Costa, e da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
- O objetivo é afastar-se da Rússia e aproximar-se da Europa, após os conflitos de 2020 e a perda do enclave de Nagorno-Karabakh para o Azerbaijão.
- A emancipação é gradual, pois ainda existem vínculos significativos com a Rússia, como uma base militar no país, o principal parceiro comercial e a dependência de gás russo.
- O apoio popular à integração europeia é expressivo (72%), mas a viabilidade de curto prazo é vista com ceticismo, em meio à continuidade de apoio da União Europeia à Ucrânia.
A Armênia realiza em Yerevan dois encontros, hoje e amanhã, reunindo cerca de cinquenta chefes de Estado e de governo europeus para a 8ª cúpula da Comunidade Política Europeia (CPE). O objetivo é aproximar o país da União Europeia e reduzir a influência russa.
A agenda inclui pela primeira vez uma cúpula UE-Armênia na terça-feira, com a participação do primeiro-ministro Nikol Pashinyan, do presidente do Conselho Europeu, António Costa, e da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
A organização envolve encontros de alto nível na capital armênia, preparando terreno para decisões futuras.
Contexto e objetivos
A emancipação da Armênia da Rússia é o fio condutor da visita, em meio aos conflitos de 2020 e à perda do enclave de Nagorno-Karabakh. A relação com Moscou é marcada por laços econômicos e militares ainda fortes, incluindo uma base russa em Gyumri.
Especialistas avaliam que o Kremlin está retraindo suas forças no Cáucaso e que a situação regional facilita o afastamento gradual em direção à Europa. A colocação de sanções e apoio a Kiev também entram na pauta entre os europeus.
Dinâmica interna e recepção
Dados apontam que 72% da população apoiaria a adesão à UE, ainda que a viabilidade no curto prazo seja discutível. A juventude de Yerevan demonstra cansaço do legado soviético e vê na União Europeia uma via de modernização institucional.
A Armênia mantém dependência de Moscou em infraestruturas estratégicas e em energia, além de uma base militar. Observadores ressaltam que a mudança de trajetória exigirá acordos sobre segurança e economia com a Rússia.
Perspectivas regionais
O desfecho da relação com a Rússia pode influenciar o equilíbrio do Cáucaso. Analistas destacam que a normalização com a UE não ocorre sem custos, incluindo impactos sobre parcerias comerciais e cooperativas militares com Moscou.
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