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Em avião antigo de paraquedismo, Ucrânia caça drones

Voluntários ucranianos transformam antigo avião de pára-quedismo em caça-drones para enfrentar ofensivas russas; custo alto e operação 24/7 marcam o esforço

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  • Um grupo de voluntários ucranianos transformou um antigo avião de paraquedismo em caçador de drones para enfrentar drones russos, que chegam a milhares por mês.
  • O avião é equipado com uma metralhadora fabricada nos Estados Unidos, capaz de até três mil tiros por minuto, usada para neutralizar drones russos um a um; cada “baixa” de drone custa cerca de 500 dólares em munição.
  • A ofensiva de drones russos inclui modelos Shahed, produzidos em massa, com contramedidas de defesa aérea caras, tornando a intervenção civil uma solução de custo relativamente baixo.
  • O grupo opera sob ordens dos coordinadores de defesa aérea ucranianos, com Missões marcadas pela espera em um posto de combate remoto e pela prática de luta em áreas não povoadas para evitar vítimas.
  • O piloto Timur, ex-campeão mundial de acrobacia, pilota o avião de origem soviética AN-28; ele vê a unidade como um modelo escalável e investe na construção de uma frota própria para enfrentar a ameaça dos drones.

Um grupo de voluntários ucranianos transformou um avião de salto antigo em uma plataforma de caça a drones, numa operação que visa enfrentar a crescente invasão de drones russos. O projeto é acompanhado pela equipe do New York Times, que descreve a adaptação do equipamento para interceptar ataques com precisão relativamente baixa de custo.

O avião, um modelo soviético AN-28, é pilotado por Timur, com Valerey Slipkan ao lado como copiloto. A dupla atua como parte de uma força de reserva que opera sob coordenação das defesas aéreas da Ucrânia, mesmo sem serviço militar formal. A aeronave carrega uma metralhadora de fabricação americana capaz de até 3 mil disparos por minuto.

A ação acontece em um aeródromo remoto, onde os voluntários vivem há meses e aguardam missões entre longos períodos de espera. A motivação inclui a perda de familiares na ofensiva russa e a decisão de dedicar a vida à interceptação de drones ofensivos. O time trabalha de forma autônoma, obedecendo a orientações das autoridades de defesa aérea.

Entre os membros, um piloto com histórico de acrobacias leva o avião a voos baixos e rápidos para alcançar alvos no céu. O segundo tripulante, experiente em combate, registra cada missão para avaliação de desempenho e desempenho de fogo. A operação também serve como laboratório para futuras táticas de defesa contra drones.

As missões acontecem quando há alerta de lançamento de drones, com retorno ao aeródromo em horários imprevisíveis. Em muitos casos, o plano de voo é alterado ou cancelado segundo as condições do radar e as ordens de comando. A equipe opera em regime de prontidão 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Apesar do custo de cada interceptação ser relativamente alto, comparado a enormes ordens de compra de mísseis, os voluntários defendem a importância estratégica de interceptar drones de fabricação iraniana, usados em grande escala pela Rússia. A abordagem se insere em um quadro mais amplo de combate aéreo moderno na região.

Segundo relatos da reportagem, o projeto é visto como um modelo que pode ser ampliado. O piloto Timyr planeja expandir a frota de aeronaves para aumentar a capacidade de detecção e resposta a ataques. O objetivo é manter a presença ucraniana no espaço aéreo mais ativo, com ações rápidas de neutralização.

Diz-se que a experiência adquirida na operação pode servir de referência para outras nações enfrentando ameaças semelhantes. A equipe ressalta a necessidade de equilíbrio entre atuação sobre áreas desocupadas e cumprimento de normas de proteção de civis. A dinâmica de prontidão continua a dominar o dia a dia da operação.

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