- Emirados Árabes Unidos acusam Irã de ataque terrorista contra petroleiro da ADNOC, com dois drones, enquanto a embarcação atravessava o Estreito de Ormuz.
- Ministério das Relações Exteriores classifica o ataque como pirataria praticada pela Guarda Revolucionária Islâmica e diz que ele viola a Resolução 2817 do Conselho de Segurança.
- Governo não detalha o local exato do atingimento do petroleiro.
- UKMTO emitiu alerta sobre outro ataque no Estreito de Ormuz, com projétil não identificado atingindo uma embarcação a aproximadamente 144 quilômetros ao norte de Fujairah; navio da Guarda Revolucionária Iraniana foi avistado na área.
- A Guarda Revolucionária divulgou novo mapa de controle do Estreito, mostrando áreas sob domínio iraniano a leste e a oeste da passagem; o ataque ocorre três semanas após cessar-fogo entre EUA e Irã, com o estreito ainda sob bloqueio seletivo.
Os Emirados Árabes Unidos acusaram o Irã de realizar um ataque terrorista contra um petroleiro estatal da ADNOC, no Estreito de Ormuz. Segundo as autoridades, dois drones atingiram a embarcação enquanto ela navegava pela rota internacional de comércio de petróleo.
O governo dos Emirados afirmou que o ato configura pirataria por parte da Guarda Revolucionária Islâmica e violação da Resolução 2817 do Conselho de Segurança, que protege a liberdade de navegação. Não houve divulgação sobre o local exato do impacto.
A UK Maritime Trade Operations emitiu alerta sobre um segundo ataque no mesmo estreito, ocorrido no domingo, com projeções de dano a outra embarcação. Um navio da Guarda Revolucionária Iraniana foi avistado na área.
Mapa de controle no Estreito de Ormuz
Nesta segunda, a Guarda Revolucionária Iraniana publicou um mapa novo que indica áreas sob controle iraniano no Estreito de Ormuz. A linha liga o Monte Mubarak, no Irã, a Fujairah, nos Emirados, sugerindo precedentes de influência na região litorânea.
Contexto geopolítico e cessar-fogo
A notícia surge após três semanas de cessar-fogo entre EUA e Irã, que envolve bloqueio seletivo do Estreito de Ormuz. As partes negociam um acordo para encerrar a guerra na região, sem confirmação de autoria formal até o momento.
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