- Emirados Árabes Unidos acusam o Irã de lançar ataques com mísseis e drones, violando o cessar-fogo vigente desde oito de abril; defesa aérea dos Emirados está atuando pela primeira vez desde o acordo.
- Três munições de ataque de precisão teriam sido interceptadas sobre águas territoriais; um quarto míssel caiu no mar, e moradores de Dubai e Abu Dhabi receberam alertas para buscar abrigo.
- Os bombardeios ocorrem após Teerã supostamente atacar um petroleiro da ADNOC no Estreito de Ormuz, rota vital para o petróleo mundial que está bloqueada pelo Irã desde o fim de fevereiro.
- Há guerra de versões entre EUA e Irã sobre a navegação no estreito: EUA dizem ter escoltado navios mercantes; Irã afirma ter disparado mísseis, foguetes e drones perto de destróières, provocando recuo de navios americanos.
- O Irã divulgou mapa do Estreito com área sob controle militar e advertiu que qualquer força estrangeira, especialmente os EUA, será alvo; o estreito concentra passagem de cerca de 20% do petróleo e gás globais.
Dois bombardeios ocorreram no espaço de poucas horas, acusação mútua e tensão recorrentemente ligada ao Estreito de Ormuz. Os Emirados Árabes Unidos afirmaram que o Irã lançou ataques com mísseis e drones contra território emirati, violando o cessar-fogo vigente desde 8 de abril. As defesas aéreas responderam, segundo o Ministério da Defesa dos EUA.
O ministério emitiu que três munições de ataque de precisão foram interceptadas sobre águas territoriais, enquanto um quarto projétil caiu no mar. Moradores de Dubai e Abu Dhabi relataram alertas para buscar abrigo nos edifícios próximos.
Os ataques ocorrem em meio à escalada na região, onde o Estreito de Ormuz permanece bloqueado pelo Irã desde o fim de fevereiro. Na sexta-feira, Teerã havia sido acusado pelos Emirados de atacar um petroleiro da ADNOC com drones, o que não deixou feridos, pois a embarcação estava vazia.
Guerra de versões
Nesta manhã, Estados Unidos e Irã apresentaram versões opostas sobre a navegação em Ormuz. O Exército americano disse ter enviado destróieres para escoltar navios mercantes pelo estreito.
A TV estatal iraniana informou que a Marinha disparou mísseis de cruzeiro, foguetes e drones perto dos destróieres, como sinal de advertência. A agência Fars havia dito que uma fragata dos EUA foi atacada, o que o Centcom negou prontamente.
O Irã divulgou ainda um mapa do Estreito com linhas vermelhas marcando uma área sob gestão iraniana. O Exército iraniano avisou que qualquer travessia necessita de coordenação com Teerã e advertiu que forças estrangeiras, especialmente os EUA, podem ser atacadas caso se aproximem. O tráfego pelo estreito envolve cerca de 20% do petróleo e gás globais.
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