- Autoridades de Fujairah informam incêndio na Zona da Indústria Petrolífera após suposto ataque de drone originário do Irã.
- Defesa civil foi mobilizada para conter as chamas, e não houve comentário imediato do Irã sobre a autoria.
- Se confirmado, o ataque seria o primeiro contra um país do Golfo Pérsico desde o cessar-fogo anunciado pelos EUA em 8 de abril.
- Emirados afirmam ter interceptado três mísseis lançados do Irã sobre águas territoriais, com o quarto caindo no mar.
- O governo dos Emirados também acusa o Irã de atacar um petroleiro ligado à ADNOC no Estreito de Ormuz, classificado como pirataria marítima; EUA e Irã apresentam versões divergentes sobre a passagem de navios pelo estreito.
Emirados Árabes Unidos, Fujairah, registrou hoje um incêndio na Zona da Indústria Petrolífera após o que as autoridades classificaram como ataque de drone com origem no Irã. O fogo mobilizou imediatamente equipes da defesa civil.
O governo de Fujairah afirma que o incidente ocorreu após o suposto ataque envolvendo drones. Não houve comentário público imediato do Irã sobre o ocorrido. Se confirmado, seria o primeiro ataque iraniano a um país do Golfo desde o anúncio de cessar-fogo dos EUA, em 8 de abril.
Interceptação de mísseis e desdobramentos diplomáticos
Segundo o Ministério da Defesa dos Emirados, três mísseis teriam sido interceptados a partir do Irã, enquanto um quarto caiu no mar, informações divulgadas pela publicação oficial no X. O episódio ocorre em meio a negociações entre EUA e Irã sobre bloqueio naval e o programa nuclear iraniano.
As autoridades dos EUA anunciaram, no fim de semana, que a Marinha passaria a escoltar navios para facilitar a passagem pelo Estreito de Ormuz. O Irã, por sua vez, afirmou que repetiria ações contra embarcações que não forem coordenadas com seus representantes.
Tensões e acusações cruzadas no Golfo
Na segunda-feira, a Guarda Revolucionária afirmou ter atingido um navio de guerra americano com mísseis, pouco após os militares norte-americanos relatarem que duas embarcações com bandeira dos EUA passaram pela rota com segurança. As versões divergentes de ambos os lados não foram verificadas de forma independente.
Em meio aos desdobramentos, os Emirados também afirmaram que o Irã atacou um petroleiro vinculado à ADNOC, a estatal de petróleo dos Emirados, no Estreito de Ormuz, trecho descrito por um alto funcionário como “ato de pirataria marítima”.
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